Carreira

5 carreiras quentes para estrangeiros na Nova Zelândia

Pensa em trabalhar ou estudar em terras neozelandesas? Veja as 5 áreas mais promissoras para estrangeiros no momento, segundo agência oficial do país


	Nova Zelândia: país oferece oportunidades em áreas como TI e construção civil
 (Thinkstock/muha04)

Nova Zelândia: país oferece oportunidades em áreas como TI e construção civil (Thinkstock/muha04)

Claudia Gasparini

Claudia Gasparini

Publicado em 7 de abril de 2016 às 06h00.

São Paulo - Locação de filmes como “O senhor dos anéis”, a Nova Zelândia atrai muitos turistas por sua exótica beleza natural. Mas o pequeno país da Oceania não é apenas um destino para as férias: cada vez mais brasileiros têm feito as malas para estudar e trabalhar nas ilhas.

O alto investimento do governo neozelandês em educação contribui muito para esse interesse.

Todas as universidades do país estão classificadas entre as 500 melhores do mundo, segundo a consultoria britânica QS (Quacquarelli Symonds). A mais bem avaliada é a Universidade de Auckland, a maior do país, que ficou em 82º no ranking global da QS em 2015/2016.

De acordo com a Education New Zealand, órgão ligado ao Ministério da Educação do país, a qualidade do ensino é assegurada por avaliações periódicas das escolas, universidades e institutos politécnicos por agências credenciadas ao governo. 

Somente as instituições de ensino aprovadas nesses exames têm autorização para receber estudantes de outros países. 

Ainda segundo o órgão oficial, o número de vistos de estudo emitidos para brasileiros cresceu 23% em 2015. De forma geral, o interesse pelo país aumentou: entre janeiro e agosto do ano passado, o número total de intercambistas subiu 13% em relação ao mesmo período em 2014.

qualidade de vida ajuda a atrair estrangeiros. Segundo um recente relatório da consultoria Mercer, duas cidades neolandesas estão entre as melhores para se viver. Auckland, a maior do país, ficou na 3ª posição. A capital, Wellington, ficou em 12º lugar.

Diante da crise econômica no Brasil e o enfraquecimento do real, as ilhas também são uma opção mais econômica para quem fazer intercâmbio - pelo menos em comparação aos Estados Unidos e à Europa. A moeda oficial do país, o dólar neozelandês, gira em torno de 2,60 reais.

Dependendo do tipo de curso e da carga horária, o estudante estrangeiro pode solicitar uma permissão de trabalho, segundo o site oficial de imigração

Considerada pela revista Forbes o 2º melhor país para se fazer negócios em 2015, a Nova Zelândia oferece oportunidades profissionais em diversas áreas, e tem interesse em atrair estrangeiros qualificados para agitar sua economia.

Veja a seguir as 5 áreas profissionais mais quentes no momento no país, de acordo com informações da agência oficial Education New Zealand:

1. Pesquisa científica
Mais de 29 mil pessoas trabalham diretamente com pesquisas científicas no país atualmente, segundo dados do governo. As áreas mais fortes são biotecnologia agrícola, genoma, biofarmacêutica e medicina diagnóstica.

Há oportunidades para quem deseja trabalhar com pesquisa científica aplicada, sobretudo em agricultura e geologia. Com a relevância crescente da exploração petrolífera para a economia da Nova Zelândia, tem havido cada vez mais postos de trabalho para geólogos que estudam petróleo e gás.

2. Tecnologia aplicada à saúde

O mercado de máquinas e aparelhos voltados para procedimentos clínicos também está em alta no país. Estimativas do governo indicam que mais de 700 milhões de dólares neozelandeses foram movimentados graças à exportação desse tipo de tecnologia em 2015.

Hoje as empresas da área investem 66 milhões de dólares neozelandeses por ano em pesquisa e desenvolvimento, o que também se traduz em oferta de vagas para profissionais especializados em tecnologia aplicada à medicina.

3. Tecnologia da informação
Quando o assunto é TI, a Nova Zelândia compete em pé de igualdade com grandes potências mundiais. Trata-se de um dos setores de maior representatividade da economia local, com taxa anual de crescimento de 9%.

Em 2014, o número de empresas de TI ultrapassou a marca de 10 mil pela primeira vez, com aumento de 12% dos profissionais empregados. Considerados os vínculos indiretos, mais de 75 mil pessoas trabalham atualmente no setor. As áreas mais quentes são engenharia de software, análise de negócios e gerenciamento de projetos.

4. Agricultura
Fundamental para a economia do país e responsável por quase 45% de todo o seu comércio internacional, o agronegócio também oferece boas oportunidades de trabalho para estrangeiros. O governo concede até bolsas de pós-graduação na área voltadas exclusivamente a latino-americanos.

Os setores mais movimentados são os de carne bovina, horticultura e frutos do mar - além de laticínios, setor em que o país se destaca como maior exportador mundial. De acordo com o governo, a previsão é que os ganhos com o agrobusiness na Nova Zelândia aumentem 17% nos próximos três anos.

5. Construção civil
O setor deve responder por aproximadamente 25% de todo o crescimento na geração de empregos na Nova Zelândia até março de 2018. A expectativa é de que as obras continuem a se multiplicar por todo o país - sobretudo em Auckland, cuja demografia em expansão cria demanda por novas casas.

Segundo a Education New Zealand, os profissionais mais procurados do setor neste momento são engenheiros especializados em medição de terrenos, mestres de obras e supervisores de construção.

Mais informações sobre oportunidades de trabalho e estudo em diversas áreas no país podem ser consultadas nos sites oficiais Study in New Zealand e New Zealand Now.

Acompanhe tudo sobre:Países ricoscarreira-e-salariosCursos no exteriorvagas-de-empregoNova Zelândia

Mais de Carreira

Com 20 mil na folia, 'Passa Lá no RH' marca nova era da gestão de pessoas em bloco de carnaval

Três comandos do ChatGPT para ser promovido no trabalho

Como treinar seu cérebro para gostar de tarefas difíceis, conta psiquiatra de Stanford

Este é o prompt perfeito para o ChatGPT, segundo presidente da OpenAI