Carreira

Muito além da moda: o que ‘O Diabo Veste Prada’ revela sobre poder e mercado de trabalho

Cerca de 20 após o lançamento, o filme com Anne Hathaway e Meryl Streep segue atual ao mostrar que soft skills pesam tanto quanto o currículo

"O diabo veste Prada" (Divulgação)

"O diabo veste Prada" (Divulgação)

Publicado em 13 de maio de 2026 às 07h00.

Lançado em 2006, O Diabo Veste Prada ultrapassou o status de clássico da cultura pop para se consolidar como uma das representações mais emblemáticas das dinâmicas de poder no ambiente corporativo. Embora ambientado no universo da moda, o filme continua atual ao expor temas como competitividade, pressão por performance, adaptação cultural e construção de reputação profissional.  

A trajetória de Andrea Sachs, interpretada por Anne Hathaway, revela um conflito comum entre jovens profissionais em início de carreira: a distância entre competência técnica e entendimento real do mercado em que desejam atuar. 

Ao longo da história, a personagem percebe que é preciso compreender também as expectativas implícitas que moldam a cultura de empresas de prestígio. 

Dessa forma, o filme oferece aprendizados relevantes para candidatos que desejam se destacar em processos seletivos competitivos. Mais do que apresentar um bom currículo, a preparação envolve demonstrar repertório sobre o setor, capacidade de adaptação e leitura estratégica do ambiente corporativo.

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Mais que um look certo 

Um dos principais erros de Andy Sachs ao entrar na Runway Magazine, a empresa fictícia do filme, é acreditar que competência técnica, sozinha, seria suficiente para garantir sua permanência naquele ambiente.

Ao tratar o universo da moda com desdém, a personagem demonstra não compreender a lógica cultural que sustenta a empresa e é justamente essa desconexão que desperta a desconfiança de Miranda Priestly, editora chefe representada pela atriz Meryl Streep.

No mercado de trabalho, a percepção desse fit cultural também costuma ser decisiva em processos seletivos — os recrutadores observam se o candidato entende os valores, o ritmo e a linguagem da organização. Quando Andy ignora referências consideradas básicas naquele contexto, ela transmite a sensação de que não está disposta a se adaptar. 

Em seleções concorridas, demonstrar alinhamento cultural pode ser o diferencial entre dois currículos tecnicamente semelhantes. Por isso, pesquisar a trajetória da empresa, acompanhar sua comunicação e entender como ela se posiciona no mercado deixou de ser apenas um detalhe. 

Mostrar familiaridade com o universo da organização durante a entrevista sinaliza preparo, interesse genuíno e capacidade de integração.

Nada é ‘só um suéter’ 

A cena icônica do suéter da cor azul cerúleo se tornou uma das passagens mais emblemáticas do filme justamente por revelar a diferença entre apenas consumir um produto e entender toda a cadeia de decisões, tendências e influências que existem por trás dele. 

Quando a editora Miranda Priestly, explica a origem da cor da roupa de Andy, ela reforça que nada em um setor de excelência acontece por acaso. No ambiente corporativo, candidatos que entendem o ambiente em que estão inseridos se destacam. 

Para um candidato, essa lição se traduz na necessidade de dominar o ecossistema da vaga pretendida. Conhecer os concorrentes, as tendências de mercado e os principais nomes da área demonstra proatividade

Além do currículo

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O conteúdo também aborda temas que aparecem de forma simbólica em O Diabo Veste Prada, como fit cultural, postura profissional e capacidade de adaptação. A proposta é mostrar, na prática, como candidatos podem desenvolver uma comunicação mais estratégica e alinhar suas experiências às expectativas das empresas recrutadoras.

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