Mudar de emprego sem avaliar estes 5 aspectos pode ser uma cilada

Ainda há muita gente que insiste em dar importância apenas ao salário na hora de pensar em mudança de emprego, segundo diretora da Hays

São Paulo – Com menos dinheiro disponível para contratações e promoções, projetos e planos de carreira passam a ganhar mais destaque nas negociações entre empresas e profissionais.

Mesmo assim, ainda há muita gente que insiste em dar importância apenas ao salário na hora de pensar em mudança de emprego, segundo Caroline Cadorin, diretora da Hays Experts.

“Fazer a avaliação com base só na questão financeira é um dos fatores mais comuns em que erram os profissionais”, diz ela. O risco de decepção em pouco tempo é grande quando a atividade diária e/ou combinação entre valores e cultura são deixados de lado na tomada de decisão.

Esse cenário é comum em mudanças que poderiam ser consideradas verdadeiras fugas de emprego. Ou seja, ao identificar um problema ou um conflito, o profissional não procura solução mas, sim, evasão.

“Por exemplo, surge um conflito com gestor, uma dificuldade de relacionamento, e, ao invés de tentar resolver, a pessoa vai fugir da situação e procurar outro emprego”, explica Caroline. Em casos assim, é comum a falta de análise e re reflexão sobre os seguintes aspectos, que devem nortear, de fato, uma mudança de emprego.

1. Motivação

O que está levando você embora? Segundo Caroline, responder essa pergunta é o primeiro passo. Insatisfação com as atividades, a falta de aprendizado, o encerramento de ciclos e até mesmo o salário podem estar entre os motivos. Não há certo e errado quando se trata de vontade de mudar.

Depois de respondida a questão e, caso não haja solução no emprego atual, a pergunta que surge é: para onde eu vou? “ A mudança de emprego deve ser muito bem pensada”, diz Caroline.

2. Momento do setor

Cada setor está sendo afetado de um jeito pela crise. Como é na sua área de atuação? O momento é de contratações ou as empresas estão demitindo? De acordo com Caroline, entender o panorama do setor também é importante para tomar uma boa decisão.

3. Momento e perfil da empresa

A empresa para onde você deseja ir permitirá seu próximo passo na carreira? Como ela está inserida no contexto econômico do país? Mesmo bem estruturada e posicionada no mercado, diz Caroline, a empresa pode não comungar dos mesmos valores que você e isso é terrível para a satisfação profissional.

4. Ambiente de trabalho e benefícios

Vale pesquisar em sites como o Love Mondays o que dizem os funcionários que trabalham para a empresa que é o seu alvo. De acordo com a diretora da Hays, essas plataformas podem indicar como os profissionais enxergam as oportunidades de carreira oferecidas pela companhia, como anda a satisfação nesse ambiente e quais as chances reais de aprendizado.

Essas informações e percepções também podem ser colhidas no mercado, conversando com algum colega que já trabalhe para a empresa, por exemplo. Além disso, perguntas e informações dadas durante o próprio processo seletivo já podem indicar aspectos da cultura da empresa. Segundo Rafael Souto, presidente da Produtive, disse em um dos vídeos de carreira, a maneira como é feita a seleção e o discurso do gestor são itens que podem trazer indicativos importantes.

5. Ansiedade

Caroline diz que a ansiedade é uma grande inimiga na busca por uma nova oportunidade. Quanto mais ansioso pela mudança, menos criterioso na tomada de decisão. Por isso, não deixe de refletir também sobre o impacto desse sentimento antes de bater o martelo e pedir demissão.

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