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Lula já assinou 9 decretos em um dos setores que mais deve contratar em 2023; confira os requisitos

Área priorizada pela nova gestão deve movimentar US$ 53 trilhões até 2025 e procura profissionais qualificados

 (Mauro Pimentel/AFP)

(Mauro Pimentel/AFP)

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Da Redação

10 de janeiro de 2023, 13h01

Ao assumir a Presidência da República em 1º de janeiro, Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma série de decretos que têm como foco o meio ambiente, medidas sociais e ações de transparência de informação. 

Desde o período de campanha eleitoral, Lula sinalizava que esses temas seriam prioridades do novo governo, e já no primeiro dia de mandato o presidente assinou nove decretos com impactos, principalmente, nas questões ambientais.

O setor priorizado nas primeiras medidas é, também, uma das áreas com maior demanda de contratações e vagas abertas para 2023.

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Decretos assinados por Lula em 1º de janeiro:

1º Volta do Fundo Amazônia: decreto do novo governo ativa novamente o fundo e viabiliza a utilização de mais de R$ 3 bilhões em doações internacionais para o combate ao desmatamento. 

2º Garimpo em terras indígenas: medida que prevê a revogação de decreto que permitia garimpo em áreas indígenas e de proteção ambiental. 

3º Conama: decreto que determina que o Ministério do Meio Ambiente crie em 45 dias uma nova regulamentação para o Conama, o Conselho Nacional do Meio Ambiente.

4º Inclusão: decreto que garante a inclusão de crianças e adultos com deficiência na educação. 

5º Transparência da informação: a medida determina que a CGU reavalie sigilos colocados pelo governo sobre informações e documentos da administração pública. 

6º Reciclagem: pede a recriação do programa Pró-Catadores, projeto que incentiva a atividade de dos catadores de materiais recicláveis. 

7º Desmatamento: medida para fortalecer o combate ao desmatamento na Amazônia, no Cerrado e em outros biomas. 

Leia também: Em primeiro ato como presidente, Lula revoga medidas de Bolsonaro; veja quais

Questão ambiental como prioridade

A prioridade da nova gestão vai de encontro a um mercado que está em ascensão e que tem ocupado cada vez mais o topo de discussões entre CEOs, investidores e consumidores. Trata-se do setor ESG, sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança.

O ESG pode ser definido como uma série de princípios que guiam ações adotadas por empresas, pessoas, instituições e países. Essas medidas focam na responsabilidade sobre os impactos ambientais, em como a atuação da companhia afeta a sociedade e na transparência de informações e transações. 

Enquadram-se como ações ESG desde a coleta seletiva feita individualmente até a compensação de carbono das empresas. Outros exemplos são:

  • a atenção das grandes companhias aos produtores e à extração de matéria-prima; 
  • cuidados preventivos a riscos como rompimento de barragem ou poluição marinha; 
  • a diversidade nas companhias, principalmente em cargos de alto escalão e C-level;
  • o consumo consciente e o reúso de objetos. 

Leia também: O que é ESG? 7 perguntas e respostas para entender a maior tendência de negócios da década

Os temas foram priorizados nas primeiras medidas do governo Lula com a assinatura dos decretos listados acima.

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Sustentabilidade: um mercado de R$ 280 trilhões

O mercado de ESG tem se tornado cada vez mais conhecido e influente no mundo dos negócios e entre as pessoas. Um levantamento no Google Trends revela que, após flutuar mais de uma década, a busca pelo assunto cresceu mais de 1200% no Brasil só nos últimos 2 anos. 

O tema também já é prioridade para 95% das empresas do país, segundo uma pesquisa da Aberje, e movimenta trilhões de dólares. De acordo com um levantamento da Bloomberg, o mercado de ESG, que atualmente vale US$ 30 trilhões (equivalente a R$ 280 trilhões), deve movimentar US$ 53 trilhões até 2025.

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Altos salários e vagas sobrando: a busca por profissionais ESG

O crescimento do setor aqueceu também as contratações na área. Nos sites de emprego, as vagas em ESG geralmente aparecem com o termo “sustentabilidade” e, além de uma oferta de mais de 4 mil vagas, as oportunidades são para todos os níveis, de estagiários a gerentes de sustentabilidade. 

Vagas ESG

Busca no LinkedIn mostra mais de 4 mil vagas em sustentabilidade Busca no LinkedIn mostra mais de 4 mil vagas em sustentabilidade (LinkedIn/Reprodução)

Busca no LinkedIn mostra mais de 4 mil vagas em sustentabilidade

Em seu Guia Salarial anual, a consultoria Robert Half divulgou que a remuneração para profissionais de ESG varia de R$ 6 mil a R$ 35 mil, a depender da senioridade do cargo. O valor é o triplo da média salarial brasileira. 

No entanto, apesar da grande oferta de vagas e dos altos salários, as empresas não encontram especialistas facilmente e enfrentam a escassez de profissionais. 

De acordo com um levantamento do CFA Institute,  menos de 1% dos profissionais de investimentos do LinkedIn possuem a qualificação necessária para atuar na área. Em contrapartida, 6% das mais das mais de 10 mil vagas de investimentos publicadas na plataforma, buscam candidatos com essa habilidade.  

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O profissional de ESG

Os profissionais de ESG são aqueles capazes  de entender, implementar e medir os impactos dos padrões de responsabilidade social, governança e sustentabilidade no desempenho  dos negócios. No geral, são pessoas que buscam um trabalho com um propósito maior, que cause impactos positivos na sociedade. 

Dentre as principais atribuições deste especialista, estão: 

  • Desenvolver uma visão estratégica para a empresa;
  • Viabilizar projetos de sustentabilidade; 
  • Promover treinamentos de colaboradores com relação  ao tema; 
  • Criar e monitorar indicadores  de desempenho de sustentabilidade; 
  • Desenvolver relatórios para prestação de contas; 
  • Minimizar os impactos da cadeia produtiva da empresa. 

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