(Reprodução/LinkedIn)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 9 de dezembro de 2025 às 13h48.
Em outubro de 2025, a Intercontinental Exchange (ICE), controladora da Bolsa de Valores de Nova York, desembolsou US$ 2 bilhões por uma fatia de até 25% da Polymarket, startup fundada por Shayne Coplan, de apenas 27 anos.
A empresa opera um mercado de previsões baseado em blockchain, onde milhares de usuários apostam em eventos futuros — de resultados eleitorais a indicadores econômicos. A movimentação fez de Coplan um dos bilionários mais jovens do mundo.
A aposta da ICE é estratégica. Em meio a uma onda de desregulamentação do setor de previsões financeiras nos Estados Unidos, investidores e grandes empresas correm para ocupar esse novo espaço que mistura dados, inteligência coletiva e tecnologia descentralizada.
Para profissionais de finanças corporativas, esse movimento sinaliza uma transformação profunda na forma como previsões, análises e decisões estratégicas são feitas dentro de empresas e mercados. As informações foram retiradas da Forbes.
A proposta da Polymarket é simples e potente: permitir que o público aposte em resultados de eventos futuros, criando assim um termômetro do que a sociedade acredita ser o desfecho mais provável.
A eficiência desse modelo foi comprovada em 2024, quando os usuários da plataforma previram corretamente a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais, contrariando boa parte dos analistas tradicionais.
Esse modelo de inteligência preditiva coletiva tem potencial para impactar profundamente o universo das finanças corporativas. Ao integrar dados oriundos de milhares de apostas em tempo real, empresas podem acessar insights dinâmicos e refinados para apoiar decisões de investimentos, riscos e planejamento estratégico.
Não por acaso, a própria ICE anunciou que os dados da Polymarket serão integrados aos seus índices e produtos, e colocados à disposição de seus mais de 750 fornecedores de dados e centenas de fundos institucionais.
A jornada de Coplan é marcada por uma obsessão precoce por mercados. Aos 14 anos, enviou um e-mail para a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) perguntando como criar novos mercados. Aos 16, conquistou um estágio em uma startup após aparecer de surpresa no escritório, ignorando a ausência de resposta por e-mail.
Abandonou o curso de ciência da computação na NYU para trabalhar com criptomoedas, fundando em 2020 a Polymarket como resposta à avalanche de desinformação no mundo. A empresa ganhou tração durante a pandemia e, desde então, vem crescendo em ritmo acelerado — mesmo sob intenso escrutínio regulatório.
Em 2022, a startup pagou uma multa de US$ 1,4 milhão à CFTC (Comissão de Negociação de Futuros de Commodities) e foi obrigada a bloquear usuários dos EUA. No entanto, as investigações foram encerradas em 2025 e, em outubro, a Polymarket adquiriu a QCX, uma exchange com licença federal, abrindo caminho para operar legalmente no país.
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