Redação Exame
Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 15h24.
Aos 22 anos, Eileen Gu já opera como uma plataforma de negócios global. A esquiadora freestyle conquistou quatro medalhas olímpicas, estuda Relações Internacionais em Stanford e, ao mesmo tempo, construiu uma estrutura de receitas que a colocou entre as mulheres mais bem pagas do esporte.
Em 2025, ela faturou US$ 23,1 milhões, segundo a Forbes, tornando-se a quarta atleta mais bem remunerada do mundo, à frente de nomes como Naomi Osaka e Caitlin Clark.
O dado que mais chama atenção não está nas pistas de neve, mas na composição dessa receita. Menos de 1% dos ganhos estimados de 2025 vieram de premiações esportivas. A maior parte foi resultado de contratos publicitários com marcas como Red Bull, Porsche e TCL, além de sua atuação consistente como modelo e influenciadora global. As informações são da Fortune.
O modelo financeiro de Gu segue uma lógica cada vez mais presente na economia da creator economy e no esporte de alto rendimento. A competição gera visibilidade. A visibilidade alimenta a marca pessoal. A marca pessoal atrai contratos de alto valor.
Enquanto tenistas como Coco Gauff e Aryna Sabalenka ainda mantêm uma divisão mais equilibrada entre ganhos dentro e fora das quadras, Gu praticamente deslocou o centro de geração de valor para fora das competições. Essa assimetria torna seu caso especialmente relevante para quem acompanha finanças corporativas e estratégias de monetização de imagem.
Ela própria reconhece a construção multifacetada da carreira. “Sou estudante em tempo integral e muito atlética. Consigo conversar com um físico e defender meu ponto de vista, e também consigo desfilar numa passarela no dia seguinte. Acho isso bastante revolucionário”, disse à TIME.
A estratégia mostra que, no cenário atual, reputação e posicionamento podem valer mais do que medalhas isoladas.
O crescimento acelerado também trouxe pressão. Após os Jogos de Pequim, Gu relatou dificuldades com saúde mental e uma sensação constante de deslocamento. “I always wanted to leave no matter what situation I was in. I wanted to go home when I was out, and I wanted to go to sleep when I was awake. I never felt like I was where I was meant to be”, declarou.
A experiência levou a uma redefinição estratégica do que considera sucesso. “After some critical reflection, I realized that what is really fulfilling and meaningful beyond personal success is actually collective success”, afirmou.
Essa mudança de perspectiva influencia diretamente a forma como ela utiliza sua plataforma pública. O valor não está apenas na acumulação de contratos, mas na longevidade da marca e na conexão com propósito, um fator cada vez mais relevante para investidores e patrocinadores.
Gu compete pela China, decisão que já justificou como uma forma de honrar a herança materna. A escolha também altera sua estrutura de incentivos. Ela não é elegível ao bônus de US$ 200 mil concedido aos atletas da equipe dos Estados Unidos.
Ainda assim, seu perfil financeiro permanece sólido, sustentado majoritariamente por contratos comerciais. Em Milão-Cortina 2026, ela disputará slopestyle, big air e halfpipe, modalidades que ampliam sua exposição internacional.
O caso de Eileen Gu mostra como atletas da Geração Z estão operando sob uma lógica empresarial sofisticada. A performance esportiva continua central, mas é apenas uma parte da equação. Marca, posicionamento, diversificação de receita e escala digital passaram a ser os principais ativos.
Para quem observa o cruzamento entre talento, branding e geração de valor, o recado é claro. No novo jogo das finanças do esporte, a medalha abre portas. A estratégia é o que sustenta o patrimônio.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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