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Como a Amazon mobiliza 1,5 milhão de pessoas com inteligência emocional

Gigante do varejo estruturou programa global para transformar empatia em vantagem competitiva

 (400tmax/Getty Images)

(400tmax/Getty Images)

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 05h00.

A Amazon costuma ser lembrada por tecnologia, dados e escala. Mas, segundo executivos da própria empresa, um dos pilares menos visíveis da sua cultura inovadora é a inteligência emocional.

A companhia, frequentemente classificada entre as mais inovadoras do mundo pelo Boston Consulting Group, estruturou um programa interno para transformar empatia, autogestão e comunicação em competências organizacionais. As informações foram retiradas de Forbes.

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Inovação não é só racional

Segundo Rich Hua, ex-chefe global do programa EPIC (Empathy, Purpose, Inspiration, Connection) da Amazon, inovação não depende apenas de estratégia e análise.

“Independentemente da inovação criada, seres humanos são responsáveis por impulsioná-la — e somos seres emocionais”, afirmou Hua.

Em momentos de mudança, especialmente com tecnologias como IA, líderes enfrentam resistência baseada em medo e insegurança. Se essas emoções não são tratadas com empatia, a inovação encontra barreiras culturais.

O modelo EPIC

Para sistematizar a inteligência emocional, a Amazon estruturou o programa EPIC, baseado em quatro pilares:

  • Empatia

  • Propósito

  • Inspiração

  • Conexão

A simplicidade foi estratégica: em uma organização com mais de 1,5 milhão de colaboradores, clareza facilita escala.

O papel do conflito produtivo

A Amazon possui um “Princípio de Liderança” que afirma que líderes devem “estar certos com frequência”. Mas, segundo Hua, isso também exige buscar perspectivas diversas e questionar as próprias convicções.

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Para isso, autoconhecimento e autorregulação são essenciais. A empresa incentiva o chamado conflito produtivo, que consiste em discordar com convicção, mas com respeito. O objetivo não é evitar desconforto, mas impedir silêncio ou agressividade.

Multiplicadores e cultura

O programa não busca alcançar todos diretamente. Segundo Hua, se 20% da organização muda comportamento, a cultura se torna autossustentável.

Mais de 150 “Evangelistas de Inteligência Emocional” foram treinados globalmente para disseminar práticas. A comunidade interna ligada ao programa cresceu para cerca de 70 mil pessoas, tornando-se uma das maiores redes corporativas focadas em inteligência emocional.

Gestores passaram a incentivar explicitamente discordância construtiva, solicitando críticas antes de avançar com decisões.

Inteligência emocional como competência estratégica

Na prática, a Amazon trata inteligência emocional como infraestrutura de inovação.

Autoconsciência permite rever decisões diante de novos dados. Empatia reduz resistência à mudança. Comunicação equilibrada viabiliza debates produtivos.

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