1. Táticas para flagrar mentirosos no trabalhozoom_out_map
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São Paulo – Não é preciso ser o doutor Cal Lightman (foto), personagem da série de tv americana Lie To Me (Engana-me se puder), para flagrar mentirosos em ação no mundo corporativo. De acordo com Mario Junior - que é especialista em compliance e sócio da S2, uma consultoria focada na dimensão humana do risco corporativo - observação, estudo e (muita) prática permitem que qualquer pessoa note indícios de falta de sinceridade em discursos, entrevistas e conversas. Confira, nas fotos desta galeria, as principais técnicas e dicas de observação indicadas por ele, que ministra cursos sobre o tema para diversos tipos de público e empresas:
“Não existe nenhum sinal verbal, facial ou corporal que indique com 100% de certeza que a pessoa não está sendo verdadeira”, diz Junior. O segredo é fazer o que ele chama de balizamento. A tática é simples e pode ser colocada em prática durante 5 minutos. Consiste em conversar sobre assuntos que você sabe que a pessoa não vai mentir. Faça algumas perguntas e observe as expressões faciais, verbais e corporais que se manifestam quando a pessoa fala a verdade. “As fugas deste padrão inicial de comunicação carregam os sinais de dissimulação”, diz Junior. São estes desvios de padrão na comunicação da pessoa que merecem atenção. Lembre-se: discurso, expressão facial e corporal traem até o mentiroso mais esforçado ou treinado. “Por mais que uma pessoa pense, ao mentir, que está controlando sua linguagem corporal e verbal, ela emitirá sinais”, diz o especialista.
Ombros caídos, inclinados e respiração ofegante podem indicar de falta de sinceridade. Usar almofada ou pasta para proteger a área abdominal também é um expediente comum em mentirosos, diz o especialista.
A inquietude das pernas e dos pés pode revelar um pouco do estresse a que é submetido um mentiroso acuado. “Muitas vezes as pernas são posicionadas como fossem uma barreira entre a pessoa e o entrevistador, para manter distância”, diz Junior.
Note o ritmo nas piscadas. “Mentirosos podem piscar demais. Em momentos mais sensíveis, alternam o ritmo”, diz Junior. Olhos fixos demais, trêmulos ou que fogem ao contato visual direto são outros indicativos citados . No entanto, há que se fazer uma “calibragem cultural”, já que o contato visual pode variar de uma cultura para outra. “Mas, geralmente, uma pessoa que fala a verdade mantém contato visual da ordem de 40% a 60% do tempo”, Júnior.
A construção do discurso e a escolha das palavras são essenciais no roteiro de observação, segundo Júnior. Quem fala a verdade usa tempos verbais consistentes, responde de imediato e, em geral, é mais cooperativo usando abordagens mais diretas. O mentiroso vai na contramão destas características e é nesses momentos em que pode ser traído pela própria linguagem verbal.
Os minutos iniciais de balizamento permitem que você conheça quais são o tom, o volume, o ritmo e qualidade naturais da voz do indivíduo. Mario Júnior recomenda observação a todos esses aspectos para que seja possível notar os desvios em momentos críticos. A voz era aguda e ficou grave de repente? O volume se alterou? A pessoa costuma falar em ritmo rápido mas está falando lentamente?
8. Agora, veja como treinar a linguagem corporal para apresentaçõeszoom_out_map
8/9(Foto: Gabriel Araújo. Instrutora e coach: Sabrina Mello. Espaço: Livraria da Vila)
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