O gatilho foi o lançamento de novas ferramentas da Anthropic para o Claude Cowork, um assistente de IA capaz de executar tarefas no ambiente corporativo. (NurPhoto/Getty Images)
Redatora
Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 15h58.
Planilhas extensas, relatórios densos e apresentações que consomem horas — ou dias — de trabalho fazem parte da rotina de executivos, fundadores e equipes estratégicas. A Anthropic aposta que esse gargalo está perto de mudar.
Com o lançamento do Claude Opus 4.6, seu modelo de inteligência artificial mais avançado, a empresa quer transformar dados brutos em narrativas visuais prontas para decisão.
A principal novidade é a integração direta do Claude com o Microsoft PowerPoint, permitindo que a IA leia grandes volumes de dados, estruture informações e gere apresentações automaticamente. Para quem vive de análises, reuniões e pitches, a promessa é simples: menos trabalho operacional, mais foco estratégico. As informações foram retiradas de Inc.
Segundo a Anthropic, o Claude Opus 4.6 representa um salto significativo em relação às versões anteriores.
O modelo foi projetado para lidar melhor com tarefas longas, ambíguas e de alta complexidade — algo comum em contextos corporativos.
Entre os avanços, a empresa destaca a capacidade do modelo de concentrar esforço nos pontos mais difíceis de um problema e avançar rapidamente nas etapas mais simples, sem necessidade de instruções detalhadas.
Essa abordagem torna o uso da IA mais fluido em atividades que exigem raciocínio contínuo, como análise de dados financeiros, relatórios estratégicos e planejamento de negócios.
Um dos principais diferenciais do Opus 4.6 é o aumento expressivo da chamada context window — a quantidade de informação que o modelo consegue processar de uma só vez. O novo Claude suporta até 1 milhão de tokens, contra 200 mil da versão anterior.
Na prática, isso permite que a IA leia documentos extensos — como relatórios anuais, planilhas financeiras complexas ou apresentações longas — sem perder informações relevantes no meio do caminho.
O ganho é especialmente relevante para executivos que lidam com grandes volumes de dados e precisam extrair rapidamente insights acionáveis.
A integração com o PowerPoint marca um passo estratégico da Anthropic na disputa pelo uso corporativo da IA. Após estrear no Excel no ano anterior, o Claude agora consegue transformar dados estruturados em slides visuais, organizados e prontos para apresentação.
A funcionalidade, ainda em fase de research preview, permite que a IA conecte números, gráficos e análises em uma narrativa visual coerente — algo especialmente útil para fundadores preparando pitches, líderes apresentando resultados ou times estruturando propostas para investidores.
A Anthropic reconhece que o raciocínio mais aprofundado do novo modelo pode gerar maior custo e latência em tarefas simples. Para contornar isso, desenvolvedores podem ajustar o nível de esforço do modelo via API, equilibrando profundidade de análise e velocidade conforme a necessidade.
A lógica reflete um movimento mais amplo no mercado: a IA deixa de ser apenas uma ferramenta técnica e passa a atuar como copiloto do trabalho intelectual, apoiando decisões, sínteses e apresentações.
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