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Cinco hábitos para gastar melhor — e com responsabilidade — usando inteligência emocional

Decisões financeiras ruins nem sempre são falta de informação, mas pressa em reduzir um desconforto

Gastar com responsabilidade usando inteligência emocional | Freepik

Gastar com responsabilidade usando inteligência emocional | Freepik

Publicado em 29 de maio de 2026 às 07h00.

Em momentos de solidão, rejeição, ansiedade ou frustração, uma compra pode parecer uma saída rápida, pois traz sensação imediata de controle, pertencimento ou alívio — mas isso dura pouco. 

O estudo Spending as Social and Affective Coping da Associação Americana de Psicologia, analisou o comportamento do consumo como forma de lidar com emoções negativas e com pressões sociais. 

O levantamento mostra que gastar dinheiro pode funcionar como uma estratégia de enfrentamento. Isso significa usar uma compra para tentar lidar com uma situação difícil, como tristeza, tédio, solidão ou sensação de exclusão.

Dessa forma, é válido pensar que a nossa relação com o dinheiro é moldada pela inteligência emocional

A seguir, veja cinco estratégias práticas para dominar o seu comportamento de consumo e assumir o controle emocional das suas finanças: 

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1. Identificar a emoção antes da compra

Antes de uma decisão financeira, vale observar qual emoção está presente. Tristeza, raiva, ansiedade, solidão e cansaço aumentam a chance de uma compra pouco planejada.

Uma pergunta simples ajuda a interromper o impulso: “essa compra resolve uma necessidade real ou tenta aliviar um sentimento?”

2. Pausa para compras não planejadas

Compras feitas no calor da emoção tendem a parecer mais urgentes do que realmente são. Uma regra prática é esperar algumas horas antes de concluir uma compra não essencial.

A pausa não precisa ser vista como proibição, mas sim um filtro emocional. Se o interesse permanecer depois do intervalo, a decisão tende a ser mais consciente.

3. Trocar o alívio rápido por uma resposta mais duradoura

Atividades simples podem produzir efeitos mais estáveis, como conversar com alguém de confiança, caminhar, escrever sobre o que incomoda ou organizar uma tarefa pendente.

O estudo destaca que gastos usados como ferramenta para regulação podem impedir o desenvolvimento de estratégias mais saudáveis para lidar com emoções e relações sociais.

4. Fortalecer vínculos reais

Ainda segundo a pesquisa, pessoas podem recorrer a produtos valorizados por determinado grupo social para compensar a baixa percepção de apoio ou conexão.

Ou seja, priorizar encontros, conversas e relações em que a aceitação não dependa de marcas, aparência ou status.

5. Incluir emoções no orçamento

O orçamento tradicional mostra para onde o dinheiro vai, mas um orçamento emocional ajuda a entender por que o dinheiro foi gasto.

Uma forma simples de fazer isso é registrar, ao lado de cada gasto não essencial, o estado emocional do momento, seja ele:

  •  Ansiedade
  • Recompensa
  • Tédio
  • Solidão
  • Celebração
  • Pressão social

Com o tempo, padrões aparecem e esse diagnóstico facilita ajustes mais realistas do que cortes genéricos.

Consumo com consciência 

Entender o papel das emoções no consumo é um passo importante para tomar decisões mais conscientes. Nesse sentido, o curso gratuito Inteligência Emocional, do Na Prática, pode ajudar quem busca desenvolver autogestão, empatia e equilíbrio em situações de pressão.

A formação é online, gratuita e tem 6 horas de conteúdo, com técnicas para lidar melhor com frustrações, conflitos e cenários desafiadores. A proposta é aplicar a inteligência emocional no dia a dia, tanto na carreira quanto nas relações pessoais.

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