Bernardinho recomenda que uma frase suma da mente dos profissionais

O ex-treinador da seleção brasileira de vôlei deu seus conselhos para crescer na carreira e vencer a crise durante evento online

O ex-treinador da seleção brasileira de vôlei, Bernardo Rocha de Rezende, conhecido como Bernardinho, encerrou o primeiro dia da Maior Live de Carreira do Mundo, evento online e gratuito organizado pelo Grupo Cia de Talentos.

A quarta-feira começou com um bate-papo com a apresentadora Ana Paula Padrão sobre o contexto atual da pandemia do coronavírus, o problema de fake news e lições para ter sucesso na carreira.

Bernardinho também comenta sobre a crise atual e deixa uma mensagem para os profissionais que temem o hoje e o futuro: “Esse é um momento de tempos incertos, mas acho que a carreira da gente é incerta. Eu estudei economia, mas acabei no banco da seleção brasileira de vôlei”.

Ele defende que é necessário manter o foco e a crença em nossos objetivos para conseguir também conservar nossa disciplina e esforços. É o lema dos “3F’s” do treinador: força, foco e fé.

“A ansiedade se dá pelo fato de querer antecipar o futuro. Nesse momento, tem quem está deprimido ou frustrado e fica pensando no passado. Foquem no agora. Você aprende com o passado e pode se antecipar na necessidade de aprendizado pro futuro, mas foque os esforços de execução no agora”, fala o treinador.

Aprendizado é a palavra de ordem para todos os conselhos de carreira de Bernadinho, sem distinção por idade, área ou experiência profissional.

Para ele, existe uma frase que deveria sumir da mente de todos: “Eu sempre fiz assim”.

“O ‘eu sempre fiz assim’ não será suficiente para uma próxima conquista ou uma próxima jornada”, fala ele.

O treinador acredita que as críticas são importantes, mas é necessário ter a humildade e capacidade de escuta para aprender com elas. Ele relembra de momentos em que teve que mudar, pois foi criticado pelos atletas do seu time e até seu próprio filho Bruno, capitão da seleção de vôlei em 2015.

No episódio, o filho foi conversar com ele para mudar a forma de feedback com o time. “Ele disse que se não mudasse a forma de lidar com essa geração, íamos continuar no quase. Nós tínhamos sido vice-campeões olímpicos e mundiais”, conta ele.

Segundo ele, é necessário se adaptar sempre, tanto a novas circunstâncias quanto a novas pessoas. E a comunicação aberta e um ambiente seguro para essa conversa com o chefe é fundamental.

Bernardinho afirma que o líder tem uma missão principal: fazer as pessoas a sua volta crescerem. “Não existe crescimento sem sair do conforto. O crescimento exige um processo que é desconfortável”, fala ele.

Para isso, as lideranças podem ser duras para pressionar sua equipe por resultados, mas precisam se manter justas. “O líder pode errar eventualmente na forma. Quantas vezes não errei na forma e pedi desculpas. Várias. Mas não pode errar na intenção. Se duvidarem da intenção, você perde a confiança ela é a base das relações”, diz.

Nesta quinta-feira, 23, o evento de carreira continua com mais executivos de renome do Brasil, como Glaucimar Peticov, diretora do Bradesco, Rachel Maia, CEO da Lacoste, e Nizan Guanaes, CEO da NIdeias. Confira todas as palestras do primeiro dia no canal do Youtube e acompanhe o segundo dia aqui:

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