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As regras do feedback eficaz e que não deixa ninguém constrangido

Confira algumas dicas de Sofia Esteves para dar um feedback correto, eficaz e sem constrangimento

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 (foto/Thinkstock)

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Sofia Esteves, presidente do Conselho do Grupo Cia. de Talentos

Publicado em 21 de janeiro de 2019 às, 15h00.

Última atualização em 22 de janeiro de 2019 às, 12h59.

O feedback é uma prática bastante comum nas empresas para encorajar, criar confiança e visar a solução de problemas e o aprimoramento das habilidades dos colaboradores. Entretanto, para alcançar os resultados esperados, ele precisa ser aplicado de forma correta.

É considerada a principal ferramenta para devolutiva de desempenho e a sua aplicação contribui para orientar os colaboradores e proporcionar um parecer sobre o seu trabalho. Mas, algumas pessoas ainda o enxergam como o famoso puxão de orelha. Ele representa uma crítica positiva ou negativa, mas sempre construtiva. O seu objetivo principal é reforçar em primeiro lugar as qualidades, encontrar formas de lidar com os pontos de melhoria, visando sempre contribuir para o crescimento profissional e os melhores resultados para a área.

Para que o aprendizado possa ocorrer é fundamental que o emissor da mensagem aponte caminhos mais produtivos e enriquecedores. Deve-se, sempre, esclarecer pontos da situação atual e visar a solução dos problemas, de forma clara e transparente.

Sabemos que todo feedback tem seus retornos e consequências. O primeiro refere-se ao aprendizado e à consciência do profissional. Ou seja, ele saberá exatamente quais atitudes e comportamentos precisam mudar e quais precisam de melhorias. Já a consequência, está ligada à motivação do colaborador em desempenhar um bom trabalho a partir da crítica construtiva que recebeu, buscando constantemente o progresso profissional.

Confira algumas dicas para dar um feedback correto, eficaz e sem constrangimento, colaborando para o desenvolvimento da equipe e a melhoria dos processos e resultados organizacionais.

Seja imparcial

Descreva o comportamento ou o acontecimento que merece atenção, exatamente como ocorre, sem fazer juízo de valores.

Valorize os pontos fortes do profissional

Se uma pessoa faz parte da empresa é porque ela tem qualidades e conhecimentos que são importantes para a área. Por isso, relembre seus pontos fortes e diferenciais. Isso ajudará o profissional a estar aberto para ouvir o que deve ser melhorado, sem se sentir desvalorizado.

Se coloque na posição do colaborador

O feedback deve ser voltado para a necessidade do receptor, e não do emissor. A ação não é feita para extravasar raiva, decepção ou qualquer emoção negativa. Portanto, não vem ao caso suas emoções ou opinião pessoal e particular sobre o profissional. Seja específico em mostrar que comportamento deve ser melhorado.

Crie a cultura

Ajude a tornar o feedback algo solicitado, positivo, bem recebido e não imposto. Se você quer fazer uma bela colheita, precisa plantar com sementes saudáveis.

Não deixe para depois

Dê o feedback rapidamente, logo após um acontecimento. Quanto maior a demora, maiores são as chances de pontos cruciais serem esquecidos.

Esteja atento!

Tente validar se o feedback foi absorvido. Existe uma grande diferença entre ouvir e escutar. Ouvir efetivamente significa entender e observar as informações transmitidas.

Não só para dar, como também para receber o feedback, é necessário ter maturidade. Muitos acreditam ser algo muito simples, e acabam utilizando esta ferramenta de maneira equivocada, apontando defeitos e disparando até mesmo ofensas, algo que não auxilia em nada o profissional em seu processo de crescimento e desenvolvimento. O bacana de dar feedback é que o profissional sinta que pertence a um ambiente seguro, onde é recompensado pelas suas ações e usufrui da evolução constante. Com isso, se sentirá mais orgulhoso de fazer parte do time. E a empresa, por sua vez, tende a diminuir a rotatividade, contando com equipes mais unidas e engajadas!

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