Carreira

As cinco áreas em que universitários brasileiros mais se destacam antes de se formar

Dados de empresas juniores, estágio, pesquisa e esporte mostram onde a nova geração já entrega resultado real

 (Getty Images)

(Getty Images)

Publicado em 20 de julho de 2026 às 17h30.

Antes mesmo de colar grau, uma parcela cada vez maior de universitários brasileiros já acumula resultados concretos fora da sala de aula. Levantamentos de instituições como Sebrae, CNPq e Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) mostram que esse protagonismo aparece em frentes bem diferentes entre si, do laboratório de pesquisa ao tatame esportivo, passando por negócio próprio e estágio remunerado.

O denominador comum é a antecipação. Cada vez mais cedo, o estudante brasileiro deixa de ver a formação como um período de espera e passa a tratá-la como um período de produção. Veja onde esse movimento aparece com mais força.

SEJA O UNIVERSITÁRIO QUE FARÁ A DIFERENÇA: o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário terá cinco vencedores (um de cada região do Brasil). A inscrição é gratuita, aproveite!

Veja, a seguir, as cinco áreas em que universitários podem se destacar.

  • Empreendedorismo: o CNPJ que nasce ainda na graduação

O negócio próprio deixou de ser plano B para quem não conseguiu emprego formal. Um levantamento do Sebrae, que acompanha dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua desde 2012, mostra que o número de jovens empreendedores entre 18 e 29 anos cresceu 25% em 12 anos, chegando a 4,9 milhões de donos de negócio em 2024, o maior faturamento já registrado na série histórica.

Dentro da universidade, esse apetite é ainda mais concentrado. O IESE 2025, índice nacional da Brasil Júnior que ouviu mais de 33 mil estudantes em 121 instituições, aponta que quase metade dos universitários brasileiros já empreendeu ou pretende abrir um negócio, com Unicamp e USP no topo do ranking de estímulo ao ensino empreendedor.

  • Pesquisa acadêmica: o laboratório como primeira experiência profissional

Para quem escolhe o caminho da ciência, a iniciação científica funciona como a porta de entrada. O próprio governo federal reconheceu a relevância do programa ao anunciar, em 2023, a criação de 3 mil novas bolsas de iniciação científica pelo CNPq, dentro de um pacote que passou a atender 258 mil bolsistas somando CNPq e Capes.

O valor do incentivo também tem sido reajustado. Em São Paulo, a Fapesp elevou o valor da bolsa de iniciação científica para R$ 1.140 a partir de agosto de 2025. 

Na prática, isso significa mais estudantes remunerados para produzir conhecimento antes mesmo de decidir se seguirão para o mestrado.

  • Organizações estudantis: gestão real, sem esperar o diploma

Nas empresas juniores, o estudante não simula gestão, ele gestiona de fato, com cliente pagante e resultado a entregar. O Brasil concentra a maior quantidade de empresas juniores do mundo, com 1.455 organizações distribuídas por todas as unidades federativas, segundo dados da Federação das Empresas Juniores do Estado de Minas Gerais.

O impacto financeiro do movimento já ultrapassa a casa dos milhões. Ao todo, mais de 1.500 empresas juniores ativas no país já movimentaram acima de R$ 70 milhões em projetos. 

É dinheiro real, gerido por gente que ainda não formou.

  • Trabalho efetivo e estágio: a porta de entrada que não parou de crescer

O estágio segue sendo o caminho mais direto entre a teoria e o primeiro salário. Segundo a Associação Brasileira de Estágios, o Brasil oferece cerca de 1 milhão de vagas de estágio, das quais 740 mil são voltadas a estudantes do ensino superior.

Só neste ano, uma única organização movimentou parte relevante desse total. O CIEE abriu 17,5 mil vagas de estágio em 2025 em todo o país, com destaque para São Paulo, e maior demanda concentrada nos cursos de Direito, Pedagogia e Administração.

BTG PACTUAL, GRUPO BOTICÁRIO E SUZANO: essas marcas querem dar protagonismo para VOCÊ. Seja o nome que o país inteiro vai conhecer ao ser um dos ganhadores do Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário

  • Artes e esportes: a bolsa que também se conquista com medalha

Nem toda trajetória de destaque passa por planilha ou artigo científico. Uma parte relevante dos universitários brasileiros se destaca dentro de quadra, tatame ou piscina, muitas vezes sustentando a própria formação com isso.

O calendário do esporte universitário movimenta mais de 18 mil estudantes-atletas por ano só nas competições nacionais da Confederação Brasileira do Desporto Universitário, número que passa de 98 mil quando somadas as etapas regionais e estaduais, reunindo 1.700 instituições de ensino. 

Na edição 2025 dos Jogos Universitários Brasileiros, realizada em Natal, cerca de 7 mil estudantes de mais de 312 instituições disputaram 22 modalidades esportivas.

Em muitos casos, o desempenho em quadra vira bolsa de estudo em universidades privadas, o que aproxima o esporte universitário de um investimento com retorno acadêmico direto.

O Na Prática convoca todos os estudantes entre 18 e 34 anos para concorrer à esse prêmio

O Na Prática nasceu como uma plataforma educacional criada para impulsionar a carreira de jovens, do estágio à liderança, complementando o ensino universitário com uma formação voltada para o mercado de trabalho.

Pensando nesse propósito, a instituição criou o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário. Com cinco ganhadores, um de cada estado, ele é o primeiro reconhecimento nacional com recorte regional focado exclusivamente em estudantes de alto desempenho prático e acadêmico.

Tudo o que esse jovem ganha ao se tornar um dos 5 melhores universitários do Brasil 

  • Viagem internacional com tudo pago para a China 
  • Curso exclusivo de liderança 
  • Reconhecimento nacional 
  • Selo de excelência EXAME + Na Prática 
  • Rede de contatos com jovens brilhantes 
  • Visibilidade na imprensa e nas redes sociais 

AS INSCRIÇÕES JÁ ESTÃO ABERTAS; CLIQUE AQUI

Acompanhe tudo sobre:Branded MarketingNa PráticaNa Prática - Prêmio Protagonismo Universitário

Mais de Carreira

Ele teve pais formados pelo EJA, hoje orienta brasileiros rumo a Harvard e Notre Dame

57% dos líderes globais esperam um mundo em tempestade até 2036, diz pesquisa

Do Sebrae à sala de aula: dirigentes se reúnem para debater o protagonismo feminino nos negócios

IA já aparece 7 vezes mais nas vagas de liderança, mas não decide quem sobe