Carreira

Aceitar contraproposta pode ser uma roubada para a carreira

Transformar o momento da demissão em um “Dia do Fico” corporativo pode ser arriscado. Veja em que casos

Contraproposta: pode ser melhor dizer não? (Thinkstock)

Contraproposta: pode ser melhor dizer não? (Thinkstock)

Camila Pati

Camila Pati

Publicado em 6 de agosto de 2015 às 10h31.

São Paulo - Revisão de processos, reposicionamento de marcas, adoção de novos modelos de gestão, busca por eficiência. A regra do fazer mais com menos é uma constante e está presente no discurso de dez entre dez chefes.

Nesse movimento de readequação ao cenário, o organograma da empresa é analisado atentamente, segundo Luiz Gustavo Mariano, sócio da Flow Executive Finders. “As empresas estão queimando gordura, demitindo e fazendo substituições”, diz. Ficam na empresa profissionais considerados indispensáveis para os resultados.

Mas, muitas vezes estes funcionários considerados vitais à estratégia de negócios recebem propostas de concorrentes e aceitam.  E como reação à apresentação da carta de demissão, uma contraproposta. O que fazer?

Na opinião do especialista, há grandes riscos em aceitar e transformar o momento da demissão em um “Dia do Fico” corporativo. “Quando se chega ao ponto de pedir demissão, pode ser muito ruim aceitar a contraproposta”, diz. Confira por que pode ser uma roubada para a carreira:

1. A promoção vem como reação

Melhor ser promovido ativamente do que reativamente, segundo o especialista. Para estes profissionais a resposta será um novo patamar de cargo, outra faixa salarial. Bônus que vem com ônus. “Novas metas, novas responsabilidades trazem o risco de o profissional não ter o desempenho esperado. Se ele estivesse pronto, teria sido promovido antes”, diz.

2. Não concretização de promessas

Mudanças levam tempo até resultados concretos e o risco de inércia existe. “Depois de certo tempo, as coisas voltam a ser como antes e promessas podem não se concretizar”, diz. De acordo com Mariano, é muito comum o profissional ficar e, meses depois, sair por vontade própria.

3. Quebra de confiança

“Quem está motivado não vai buscar o mercado”, diz Mariano. Esta pode ser a conclusão do gestor direto de um profissional que apresenta a carta de demissão. Por isso, a recomendação do sócio da Flow é pensar bem antes de chegar neste ponto de negociação com a atual empresa. “O profissional deve pesquisar quais são os fatores de expulsão e de atração em relação ao empregador”, diz.

4. O sim já foi dito?

Chegar à contraproposta pressupõe que o profissional tenha participado e sido aprovado em um processo seletivo e firmado o compromisso de pedir demissão. Há expectativa do novo empregador e é preciso gerenciar também a sua atitude diante dele para não fechar portas.

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