Accenture é destaque em liderança

Empresa investe em treinamento de jovens para a liderança e no diálogo com funcionários
 (Wikicommons)
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Daniela MoreiraPublicado em 28/06/2013 às 08:06.

São Paulo (SP) - Em 2012, nada menos que 2.000 novos funcionários passaram a fazer parte do quadro da Accenture no Brasil, a maioria deles jovens — a idade média na companhia é 31 anos. Desse total, 70% correspondem a novos postos abertos para acompanhar o ritmo de crescimento da consultoria de gestão, serviços de tecnologia e terceirização.

Com tanta gente nova chegando, o espaço para avançar na carreira também é cada vez maior. "Nosso negócio é muito acelerado. Ninguém precisa morrer para que você possa crescer", diz Lauro Chacon, diretor de recursos humanos da empresa. Todos os anos, 23% dos funcionários sobem de cargo.

E isso representa um desafio e tanto para a área de pessoas: preparar a nova geração para assumir postos de liderança. Atuando em um mercado em que a competição por talentos é acirrada, um dos desafios é evitar que suas melhores cabeças migrem para a concorrência.

Nessa hora, o papel dos líderes é fundamental. A estratégia para garantir que eles estejam à altura do desafio é ter um programa bem estruturado de formação de gestores — o que garantiu à consultoria o destaque em Liderança neste guia.

A Accenture espera que os jovens líderes atuem em três dimensões: criação de valores, operação dos negócios e desenvolvimento de pessoas — pela qual eles são avaliados. Os resultados aparecem.

"Os líderes são muito bem preparados e acessíveis. O apoio deles é fundamental", diz um jovem. Outra figura que ganha destaque é a do mentor. Todos os funcionários da companhia têm um, e seu papel é não só ajudar no direcionamento da carreira mas também mediar potenciais conflitos com a chefia direta.


Outra iniciativa que faz sucesso entre os funcionários é o programa People’s Advocate, mecanismo por meio do qual todos os funcionários podem fazer uma denúncia anônima sobre comportamentos inadequados de pares e superiores. "Isso faz com que posturas autoritárias percam muito espaço, o que conta pontos para os jovens", diz Lauro.

Em contrapartida, a política de promoções faz com que muitos jovens sintam que seus salários estão defasados em relação ao mercado.

"Para ser promovido, é preciso já estar desempenhando um nível acima de seu cargo atual, o que faz com que, comparativamente, você ganhe menos que alguém que atua na mesma função em outra empresa", diz um jovem. No entanto, outros benefícios oferecidos fazem sucesso com a nova geração, como a flexibilidade nos horários e uma política de home office que realmente funciona.

"Trabalho dois dias por semana de casa, o que me garante mais tempo com a minha família", diz um funcionário. Os investimentos da empresa para atrair o público também são pesados: o orçamento anual para o programa de parceira com universidades é de mais de 1,5 milhão de reais.

Ponto(s) positivo(s) Ponto(s) negativo(s)
As políticas de capacitação, tanto o treinamento formal quanto a prática, fortalecem o currículo do profissional. E o processo formal de mentoria cria espaço para que o jovem discuta e desenvolva sua carreira. Os salários estão aquém do que o mercado oferece para quem tem as mesmas responsabilidades. Como muitos funcionários ficam alocados em clientes, nem todos usufruem de horário flexível e home office.