A diversidade cultural beneficia as companhias globais?

A necessidade de fazer negócios com diferentes culturas é algo inegável. Entretanto, histórias sobre falhas nessas negociações aumentam o desafio de desenvolver nas pessoas habilidades que as ajudem a ser mais conscientes de suas origens, normas e padrões de pensamento e, consequentemente, e de adaptar seu comportamento conforme contextos culturais específicos.

Mas será que a diversidade cultural realmente beneficia as companhias globais? A consultoria americana McKinsey analisou, entre 2008 e 2010, 180 corporações de países europeus e dos Estados Unidos e concluiu que aquelas com mais diversidade nas diretorias executivas superavam financeiramente suas concorrentes. Em média, elas registravam 53% a mais no Retorno sobre o Patrimônio (ROE) e 14 % a mais de lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda).

A relação diversidade-sucesso pode ser explicada pelo fato de que quem aposta em talentos globais está mais suscetível a encontrar melhores profissionais do que aqueles que se restringem à oferta local. Os maiores benefícios aparecem quando esses funcionários de culturas diferentes trabalham juntos. Só assim a perspectiva estratégica da empresa é ampliada, as joint ventures internacionais são concluídas com êxito e a expansão geográfica é facilitada com o conhecimento prático de outros países.

No entanto, se de um lado as equipes multiculturais tendem a ser mais criativas e satisfeitas, de outro, elas têm mais conflitos e menos coesão social. Em grandes equipes, a diversidade cultural geralmente causa problemas associados à falta de comunicação. Com o passar do tempo, a diversidade do grupo também leva à perda de processos, podendo provocar conflitos e falhas no entendimento. A forma como a empresa gerenciará isso é o que determinará se a diversidade será positiva ou negativa para os negócios.

Do ponto de vista prático, as organizações devem focar sempre em minimizar as perdas nesses grupos, aumentando sua coesão por meio de valores e regras comuns, explicando os papéis de cada um e estimulando que todos se conheçam. Assim, elas incentivam o conhecimento e a inteligência cultural da equipe e usam os objetivos comuns como uma força unificadora.

Sebastian Reiche é professor de gestão de pessoas nas organizações do IESE Business School

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