Redação Exame
Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 15h21.
Última atualização em 12 de março de 2026 às 14h30.
Uma pesquisa da Dataiku extraída do relatório global de confissões sobre IA, aponta que 94% dos CEOs globais afirmam que um agente de inteligência artificial poderia fornecer aconselhamento igual ou superior ao de ao menos um integrante presente hoje em suas reuniões.
O dado sinaliza uma mudança relevante na forma como a alta liderança enxerga o papel da tecnologia no processo decisório.
O cenário indica uma transformação estrutural, com a possibilidade de converter conhecimento acumulado ao longo de anos em sistemas capazes de operar de forma contínua, acompanhando a velocidade das decisões corporativas. As informações foram retiradas da Forbes.
Tradicionalmente, a consultoria é limitada pelo tempo disponível e pelo número de clientes atendidos simultaneamente. A dinâmica atual dos negócios, marcada por dados em fluxo constante e decisões mais rápidas, pressiona esse modelo.
Com o uso de inteligência artificial, torna-se possível estruturar modelos, análises, estudos de caso e registros acumulados ao longo da carreira em sistemas capazes de aplicar o mesmo raciocínio a diferentes contextos.
Essa arquitetura costuma envolver uma interface de interação, uma base de conhecimento com dados e materiais do especialista, uma camada de regras que organiza o processo decisório e modelos de linguagem que viabilizam as respostas.
Na prática, isso permite que empresas integrem o raciocínio de um consultor às ferramentas que já utilizam, oferecendo orientação estruturada sem depender exclusivamente da presença física do especialista.
Ao transformar métodos e critérios de análise em lógica estruturada, o consultor pode disponibilizar seu modelo de decisão em ambientes corporativos específicos. Em vez de apenas compartilhar conteúdos genéricos, o sistema passa a aplicar conhecimento técnico a dados concretos de cada organização.
Esse movimento também exige personalização. Um agente pode ser configurado com acesso restrito às informações relevantes de cada cliente, garantindo que o aconselhamento considere contexto, perfil de risco e objetivos estratégicos próprios.
O resultado é a ampliação do alcance da expertise, com possibilidade de novos formatos de entrega e contratos recorrentes, mantendo a base conceitual que sustenta o trabalho consultivo.
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Veja, abaixo, os principais temas abordados:
Contextualização sobre o cenário atual da IA;
Principais ferramentas e conceitos relacionados à tecnologia;
Estudos de caso de empresas referências no uso da IA;
Principais formas de atuação do especialista em IA;
Como construir um plano de carreira prático.
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