Illustration of students celebrating graduation with diplomas and hats raised (Westend61/Getty Images)
Redatora
Publicado em 12 de agosto de 2026 às 17h43.
A graduação pode entregar muito mais do que aulas, provas e um diploma. Empresa júnior, iniciação científica, monitoria, projetos de extensão e organizações estudantis colocam o universitário diante de problemas reais, pessoas diferentes e responsabilidades que dificilmente aparecem apenas dentro da sala de aula.
São experiências que ajudam a construir repertório profissional antes mesmo do primeiro emprego.
Veja cinco maneiras de aproveitar melhor esse período, de construir uma rede de contatos a buscar experiências acadêmicas fora do currículo obrigatório.
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Empresas juniores colocam estudantes na operação de uma organização real: é preciso prospectar clientes, administrar projetos, dividir responsabilidades, lidar com prazos e entregar resultados.
O contato com o mercado e o desenvolvimento de competências como inovação, empreendedorismo e trabalho em equipe estão entre os principais ganhos dessa experiência. Para a carreira, o valor está menos no cargo estampado no currículo e mais na responsabilidade assumida.
Um universitário que coordenou um projeto, negociou com um cliente ou liderou uma equipe já acumula situações concretas para apresentar em processos seletivos futuros.
Pesquisa acadêmica ajuda a desenvolver uma competência que ultrapassa a universidade: aprender a formular perguntas antes de procurar respostas.
Projetos de iniciação científica permitem aprofundar conhecimentos, desenvolver métodos de pesquisa e ampliar o senso crítico. Projetos de extensão, por sua vez, aproximam a formação acadêmica de problemas e públicos fora da universidade.
Esse repertório ganha peso em um mercado que valoriza o pensamento analítico. Sete em cada dez empregadores consultados pelo Fórum Econômico Mundial apontaram essa habilidade como essencial.
Um projeto não precisa necessariamente gerar uma descoberta científica para ter valor profissional. Formular hipóteses, testar caminhos, interpretar resultados e corrigir erros já são experiências transferíveis para diferentes carreiras.
Ser monitor parece, à primeira vista, uma atividade essencialmente acadêmica. Mas ensinar alguém exige uma habilidade profissional importante: transformar conhecimento em comunicação compreensível.
A monitoria permite aprofundar o próprio aprendizado e demonstra capacidade de compartilhar conhecimento com outras pessoas. Na prática, o estudante precisa perceber onde existe dificuldade, buscar outra maneira de explicar um conceito e acompanhar a evolução de quem está aprendendo.
São comportamentos próximos daqueles exigidos de profissionais que precisam apresentar ideias, orientar colegas ou liderar equipes mais tarde.
Organizações universitárias são ambientes em que raramente existe uma autoridade formal suficiente para obrigar outras pessoas a participar. É preciso convencer, negociar e mobilizar.
Centros acadêmicos, diretórios e atléticas podem desenvolver trabalho em equipe, organização, responsabilidade e resolução de problemas.
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Esse tipo de experiência também permite testar liderança em escala relativamente segura. Organizar um evento, administrar orçamento ou coordenar voluntários cria problemas reais, mas ainda dentro de um ambiente de aprendizado.
Networking não precisa começar quando o estudante está procurando emprego. Colegas, professores, pesquisadores e profissionais encontrados em eventos podem formar as primeiras conexões de uma rede que continuará existindo depois da universidade.
É recomendado que estudantes mantenham relacionamento com colegas e aproveitem congressos, palestras e encontros para conhecer profissionais da área em que pretendem atuar. O valor dessa rede não está apenas em conseguir uma indicação.
Conversar com alguém que já trabalha em determinada área pode ajudar a entender uma profissão, descobrir competências exigidas, conhecer caminhos que não aparecem na grade curricular e tomar decisões melhores sobre a própria carreira.
O Na Prática nasceu como uma plataforma educacional criada para impulsionar a carreira de jovens, do estágio à liderança, complementando o ensino universitário com uma formação voltada para o mercado de trabalho.
Pensando nesse propósito, a instituição criou o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário. Com cinco ganhadores, um de cada estado, ele é o primeiro reconhecimento nacional com recorte regional focado exclusivamente em estudantes de alto desempenho prático e acadêmico.