Samantha Molina, Executive Manager na Michael Page
Redatora
Publicado em 12 de agosto de 2026 às 15h23.
Aos 30 anos, Samantha Molina deixou o mercado financeiro e fez uma transição de carreira. Depois de mais de cinco anos em cargo comercial no Citibank, ela entrou na Michael Page como consultora pleno de recrutamento. "Imagina sair de um banco e ir para a consultoria começar um papel novo, setor novo, onde eu comecei a recrutar como consultora pleno", diz.
Hoje Molina ocupa a cadeira de Executive Manager na Michael Page, em São Paulo. A posição é o resultado de uma trajetória que passou pelo setor bancário, pelo recrutamento e seleção e pela gestão de contas, com um plano de carreira que, segundo ela, sempre esteve claro.
"Eu já sabia onde eu queria chegar. Em todas as empresas que eu passei, sempre fui muito ambiciosa e determinada com o meu plano de carreira", afirma.
Formada em administração de empresas, Molina construiu a primeira parte da carreira no Citibank, onde atuou como gerente de relacionamento nas regiões de Campinas e Jundiaí. Foi um período de muitas oportunidades, onde iniciei a minha carreira, começando como estagiária e chegando ao cargo gerencial de forma rápida.
"Tive uma boa carreira lá dentro, com muita oportunidade de aprendizado e com uma gestão mais comercial. A oportunidade de transição de carreira, hoje, estando em consultoria , talvez não iam ter um leque tão aberto como hoje eu tenho", diz.
A virada veio com a entrada na Michael Page, marca do grupo britânico PageGroup. Molina afirma estar há 12 anos na companhia, período em que passou por diferentes frentes dentro do grupo até chegar à gestão executiva atual.
Antes de assumir a gestão de contas, Molina atuou como recrutadora, entregando vagas para grandes clientes. Foi essa experiência, segundo ela, que sustentou a mudança de cadeira dentro da própria empresa.
Samantha Molina, Executive Manager na Michael Page
"Eu aprendi o coração da empresa, que é o recrutamento e seleção. Quando eu fui para a área de gestão de conta, eu também precisava desse olhar. Se eu não tivesse passado por recrutamento, talvez não seria uma boa key account para essa cadeira", diz.
Para Molina, a passagem de uma função para outra não representou uma ruptura de carreira, mas uma continuidade. "Não é uma transição. Foi complementar na minha carreira, porque eu já tinha a base. Continuar entregando a solução do recrutamento mas de uma forma mais estratégica para o cliente", afirma.
Molina também cursa o MBA Executivo em Liderança e Gestão, da Saint Paul Escola de Negócios, formação que, segundo ela, teve impacto direto na cadeira de gerente executiva que ocupa hoje. Um dos pontos citados foi a construção de um business plan orientado a dados e ao interlocutor certo.
Ela avalia que o curso reforçou uma prática que a empresa já tinha, mas sem o mesmo aprofundamento.
Ela cita ainda a disciplina de gestão de stakeholders, ministrada pelo professor André, como relevante para entender os impactos de mudanças na legislação sobre o negócio da Michael Page, uma empresa de serviços.
"Quais são os impactos nas mudanças de lei federal, que isso pode interferir no seu negócio, e uma delas é a reforma tributária. Isso para mim impacta porque sou uma empresa de serviço", afirma.
Segundo Molina, o curso também ajudou a definir quando e para quem levar determinados temas dentro da companhia. "Para qual empresa ou setor que levarei esse tema que nos ajudará a trazer mais resultados? “Isso me trouxe muito essa clareza de como usar melhor o material, para qual interlocutor, em que momento", diz.
Uma aula de soft skills, no início do curso, também é citada como um dos módulos mais relevantes para o autoconhecimento e para o desenho do plano de desenvolvimento individual.
"Essa aula foi muito rica porque foi no início do curso. O quanto você desenhava seu plano de desenvolvimento individual, olhando não só para a empresa, mas também para o que o MBA podia acrescentar", diz.