Infraestrutura é ponto crítico, mas startups também buscam segurança
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Publicado em 25 de agosto de 2026 às 07h00.
Como sustentar a IA em produção, com escala, segurança e viabilidade econômica? Uma pesquisa da AXIA Energia revelou que poucas startups brasileiras têm a resposta.
Para mais de um terço delas (35,6%), a infraestrutura de processamento já limitou projetos, atendimento a clientes ou escalabilidade de soluções.
“O que os dados mostram é que a discussão sobre inteligência artificial está mudando de patamar. As startups brasileiras já não estão apenas avaliando o potencial da tecnologia, mas enfrentando desafios concretos de escala, governança, custo e operação.
A infraestrutura passa a ser um elemento estratégico da competitividade, tão relevante quanto produto, talento ou acesso a mercado”, afirma Juliano Dantas, vice-presidente de Tecnologia e Inovação da AXIA Energia.
Para startups AI-native, nas quais a IA é o núcleo do produto, a capacidade computacional pode afetar diretamente a entrega, escala e receita.
Para startups AI-enabled, que usam IA como camada de eficiência ou complemento ao produto, o impacto pode surgir de forma mais gradual, associado a custo, qualidade de serviço e velocidade de evolução.
Além da infraestrutura computacional, outro recurso considerado crítico pelas startups para operar IA no Brasil é a necessidade de um ambiente seguro e aderente a requisitos de compliance.
Para Dantas, isso indica que colocar IA em produção exige mais do que capacidade bruta de processamento.
“À medida que a IA avança para aplicações de produção, cresce também a necessidade de computação, conectividade, data centers e, principalmente, energia confiável. O desafio não é apenas tecnológico; é estrutural”, analisa o executivo.
A pesquisa, “Panorama Infraestrutura e IA”, também também aponta que a demanda por computação vai crescer, e rápido:
“Vale lembrar que a discussão também não pode ser reduzida à disponibilidade de máquinas. O avanço da IA exige articulação entre energia, data centers, conectividade, processamento, software, segurança, capital e modelos comerciais”, conclui Dantas.