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Trends: Fomo e Jomo

O poder do “para quê?” vai te ajudar a criar uma campanha muito mais assertiva

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Expressões vêm ganhando muito destaque entre a geração Z (Getty Images/Divulgação)

Expressões vêm ganhando muito destaque entre a geração Z (Getty Images/Divulgação)

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Alexandre Loures e Flávio Castro*

Publicado em 9 de março de 2023, 19h56.

Última atualização em 9 de março de 2023, 20h05.

Fomo e Jomo são expressões que surgiram na era digital.

Fear of Missing Out é o medo de ficar de fora, de perder informações, de estar desconectado, de não ser antenado.

Joy of Missing Out é o contrário. Significa a alegria de estar mais desconectado, de ser mais seletivo em relação aos conteúdos que consome.

Ao criar uma campanha, a tendência, na maioria das vezes, é usar o máximo de ferramentas e estar presente na maioria dos canais. Isso porque os profissionais de marketing pretendem focar no cliente para entregar o que ele quer. Mas, o que realmente as ideias que surgem respondem à pergunta "para quê", e são realmente assertivas? O "para quê" serve para nortear, filtrar e moldar ideias. Pode ser chato perguntar o tempo inteiro? Sim, porém, essa reflexão é muito eficaz.

"Para quê" serve para validar posições, mergulhar em sugestões, ampliar e aprofundar métodos, alinhar objetivos. Quando o Fomo está em ação, tende-se a estar em todos os lugares ao mesmo tempo, usando a maioria das ferramentas disponíveis, sem um planejamento e controle das ações.

Cada produto ou serviço tem características muito próprias. Não adianta querer estar "antenado" e usar, por exemplo, todas as mídias sem um direcionamento e adaptação do marketing a cada uma delas. Pode ser um tiro no pé!

A máxima: o feito é melhor do que perfeito nem sempre vale. Óbvio que o perfeito é uma utopia, mas um bom planejamento sempre dá mais resultado e é esse questionamento constante do "para quê" que ajuda nas escolhas.

Um exemplo claro disso aconteceu há alguns dias. O Google fez uma apresentação ao vivo de seu novo chatbot. Ao perguntar sobre as novas descobertas do telescópio espacial James Webb, a IA respondeu erroneamente. A Alphabet Inc perdeu US$ 100 bilhões em valor de mercado depois desse evento.

Dá para perceber que muito provavelmente eles estavam empolgados em demonstrar para a concorrência seu chatbot, mas ele não foi testado o bastante para essa apresentação; não estava pronto.

Se fosse perguntado: Para que fazer isso agora? Ou “para que fazer isso ao vivo?”, isso não teria acontecido, mas no afã de estar "mano a mano" na corrida, perderam alguns pontos.

É o caso também do fone de ouvido de realidade virtual Quest Pro. O diretor da Meta disse aos funcionários que não planeja mais fabricá-lo.

Se o consumidor ainda não está preparado para consumir essa novidade, por inúmeros fatores, era o caso de ter planejado direito, entender melhor o mercado, assumir alguns riscos, mas lançar a novidade com mais parcimônia.

Qualquer planejamento deve, em primeiro lugar, entender seu público-alvo e manter o foco. Se para determinado produto o TikTok não funciona – porque já foi testado –, vale assumir e seguir adiante em outra plataforma que já funciona.

Vale aqui o Jomo: não estar presente em todas as plataformas, mas se fazer presente naquelas que funcionam para a marca.

É claro que isso muda constantemente, há de se ficar atento.

O "para quê" pode ajudar muito se for colocado em pauta sempre que for necessário.

Einstein dizia: o importante é nunca parar de questionar. Não há como discordar, ainda mais nesse mundo tão volátil.

A nossa dica é a seguinte: crie, planeje, monte uma jornada, geste mudanças. Pergunte, sempre, a toda hora, como um "advogado do diabo": Para quê?

*Alexandre Loures e Flávio Castro são sócios do Grupo FSB

Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a EXAME. O texto não reflete necessariamente a opinião da EXAME.

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