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Pesquisa revela situação das startups no setor de construção civil

Levantamento aponta que existem 267 startups de construção civil ativas e traz as principais tendências para o setor

Setor ainda cauteloso em investimentos (Arctic-Images/Getty Images)

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Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 13h00.

Comparando o volume de investimentos de 2022 ao do ano passado, observa-se um período de maturação entre as construtechs, startups de tecnologia do setor de construção civil.

  • Em 2022, os investimentos chegaram a R$ 621 milhões.
  • Em 2025, foram compostos por apenas três acordos e chegaram a R$ 16 milhões.

“O momento das construtechs mostra um setor ainda cauteloso em investimentos e adoção de IA, mas longe de estar parado. A construção civil vive um ciclo de modernização inevitável, marcado por industrialização, digitalização e novas tecnologias de produtividade

A análise, de Daniel Grossi, cofundador da Liga Ventures, baseia-se no raio-x completo que a consultech realizou no setor de construtechs

Detalhes da fase atual das construtech incluem:

Total de 267 startups que estão ativas e utilizam diferentes tecnologias com o objetivo de transformar o universo da construção civil. 20% delas foram criadas entre 2020 e novembro de 2025. As principais categorias destas construtechs são: 

  • Cotação e compra de insumos (16%); 
  • Construção modular (12%); 
  • Gestão e controle de obra (8%); 
  • Realidade virtual e interatividade (8%) 
  • Conteúdo e educação (6%).

O levantamento aponta que todas as empresas estão divididas em 24 categorias e 81% dessas startups têm como foco o mercado B2B.

O estudo mostra que 29 startups utilizam inteligência artificial em suas soluções para aplicações como: automação de projetos arquitetônicos e engenharia; gestão inteligente de obras e canteiros; monitoramento, visão computacional e gêmeos digitais; e outros.

Outro dado interessante se refere à análise da maturidade das construtechs mapeadas:

  • 37% estão estáveis, 
  • 30% são emergentes, 
  • 22% são nascentes,
  • 11% delas disruptoras. 

“O ritmo mais lento de inovação no mercado cria justamente um terreno fértil para quem quiser liderar. Há desafios grandes, mas as oportunidades são proporcionais. 

As startups que endereçarem dores reais e que mexam no ponteiro, como eficiência de obra, previsibilidade de custos e redução de desperdícios, têm a chance de ocupar esses espaços.”, conclui Grossi.

Acompanhe tudo sobre:Construção civilStartups

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