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Como empresas podem resolver o problema do descarte de eletrônicos?

Apenas 22,3% do lixo eletrônico global é reciclado; entenda como a conscientização nas escolas e bairros pode mudar esse cenário crítico

Segundo o relatório Global E-waste Monitor 2024, apenas 22,3% desses equipamentos gerados em 2022 foram formalmente coletados e reciclados (simonkr/Getty Images)

Segundo o relatório Global E-waste Monitor 2024, apenas 22,3% desses equipamentos gerados em 2022 foram formalmente coletados e reciclados (simonkr/Getty Images)

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Publicado em 24 de dezembro de 2025 às 10h00.

Por Fernando Rodrigues*

O consumo crescente de eletroeletrônicos e eletrodomésticos traz avanços importantes para a vida pessoal e profissional, mas também impõe um desafio cada vez maior: o volume de resíduos.

Segundo o relatório Global E-waste Monitor 2024, apenas 22,3% desses equipamentos gerados em 2022 foram formalmente coletados e reciclados, o que representa uma fração mínima diante das 62 milhões de toneladas produzidas no planeta naquele ano.

Neste contexto, a educação ambiental surge como ferramenta essencial para transformar hábitos, gerar consciência sobre os impactos ambientais e estimular práticas seguras no descarte.

Ao entender que esses equipamentos contêm substâncias perigosas, que podem contaminar solo e água, as pessoas passam a enxergar o descarte correto como parte da contribuição individual e coletiva.

A importância da constância na educação

Quando a educação ambiental é contínua e acessível, o descarte correto deixa de ser exceção para se tornar prática. Com isso, cresce a chance de mais aparelhos serem encaminhados para os canais certos, elevando o volume de materiais reciclados e reduzindo o risco de contaminação.

Com o engajamento da sociedade, torna-se possível fortalecer políticas públicas, ampliar a oferta de pontos de recebimento e consolidar uma cultura de descarte responsável.

Esse avanço é indispensável diante de projeções, ainda segundo o relatório, que indicam um aumento anual de 2,6 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, podendo alcançar 82 milhões até 2030.

O papel estratégico das escolas

A atuação nas escolas tem papel estratégico. Ao inserir o tema no cotidiano escolar, é possível fomentar a formação de consumidores mais conscientes desde cedo.

Estudantes expostos a oficinas, discussões e projetos sobre reciclagem tendem a levar esse aprendizado para casa, estimulando familiares e comunidade.

Fora do ambiente escolar, campanhas em bairros, feiras e meios de comunicação podem derrubar mitos e orientar a população sobre os cuidados necessários e os locais adequados para entrega dos dispositivos.

Consciência coletiva e futuro

A destinação correta dos resíduos eletroeletrônicos e eletrodomésticos não depende apenas de infraestrutura ou leis. Uma parte fundamental desse processo vem da consciência de cada pessoa.

A educação ambiental tem papel central na construção de uma sociedade consciente, capaz de transformar hábitos, valorizar a sustentabilidade e assegurar um futuro mais seguro.

Investir em informação, orientação e formação é investir no bem-estar coletivo, na preservação dos recursos naturais e no legado que deixaremos para as próximas gerações.

*Fernando Rodrigues é engenheiro ambiental e Gerente de Relações Institucionais da ABREE – Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos.

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