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Marcas de beleza e Instituto Maria da Penha unem forças no combate à violência contra a mulher

Instituto Natura e Avon juntam forças com Instituto Maria da Penha e Senado Federal em campanha de conscientização

Campanha de conscientização contra a violência contra a mulher (Instituto Natura/Divulgação)

Campanha de conscientização contra a violência contra a mulher (Instituto Natura/Divulgação)

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Publicado em 11 de agosto de 2026 às 13h00.

Operando até 2030, o Movimento Pela Vida das Mulheres, fundado pelo Instituto Maria da Penha e marcas do setor de Beleza, vai atuar até 2035 no combate à violência contra a mulher. 

Mais de 24 milhões de brasileiras não conseguem reconhecer e nomear violências domésticas e familiares vivenciadas. O papel do movimento será combater essa lacuna estrutural de informação e conscientização.

Para isso, o lançamento da campanha “Somos Maiores que a Violência”, criada pela Avon e pelo Instituto Natura e apoiada pelas organizações que integram o Movimento, marca o início da mobilização pública. 

A iniciativa é construída com o apoio e a participação do Senado Federal, Gênero e Número, Grupo Mulheres do Brasil, Instituto Maria da Penha e NO MORE Brasil. 

Campanha para a conscientização do que é a violência

A campanha de conscientização dá continuidade ao trabalho iniciado em 2025 com “Chame pelo Nome”, que convidou a sociedade a reconhecer violências muitas vezes naturalizadas ou invisibilizadas, como a moral e a patrimonial. 

Neste ano, a campanha amplia o chamado, reunindo reconhecimento e ação: além de ajudar a nomear as diferentes formas de violência, apresenta orientações sobre como apoiar uma mulher de maneira responsável e segura. 

“Quando diferentes instituições unem conhecimento, capacidade de mobilização e responsabilidade pública, damos um passo importante para transformar conscientização em prevenção e proteção”, diz o presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre. 

Além disso, o objetivo do Movimento é que a agenda de conscientização seja permanente e não restrita a datas simbólicas nem dependente apenas da reação a casos extremos. 

“O Movimento surge da sólida trajetória do Instituto Natura e da Avon na promoção dos direitos e da saúde das mulheres no Brasil e na América Latina, unindo-se à expertise de organizações especializadas em defesa de direitos, mobilização social e articulação comunitária. Ao investir no enfrentamento à violência de gênero, estamos investindo na dignidade humana e no futuro da nossa sociedade”, diz Cecília Ribeiro, Diretora de Avon na América Latina. 

Violência persiste e sociedade ainda não sabe como agir

Segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher de 2025, cujos dados integram o Mapa Nacional da Violência de Gênero, apenas 4% das brasileiras declaram espontaneamente ter sofrido violência doméstica ou familiar nos 12 meses anteriores ao levantamento, o equivalente a aproximadamente 3,7 milhões de brasileiras com 16 anos ou mais. 

No entanto, quando questionadas sobre 13 situações concretas de violência física, psicológica, sexual, moral e patrimonial, 33% relataram ter vivido ao menos uma delas, o equivalente a cerca de 28 milhões de brasileiras. 

Isso significa que cerca de 24 milhões de brasileiras somente identificaram a violência sofrida quando estimuladas a reconhecer experiências específicas. 

A enorme distância entre os dois resultados revela que, para milhões de mulheres, a violência ainda não é reconhecida e nomeada como tal por milhões de mulheres que vivenciam situações concretas de agressão, controle, humilhação e restrição de direitos. 

“Às vésperas dos 20 anos da Lei Maria da Penha, ainda há milhões de mulheres que vivem situações concretas de violência sem reconhecê-las como tal. Precisamos fazer com que a informação chegue às pessoas, que as diferentes formas de violência sejam reconhecidas e que cada mulher saiba que tem direitos e pode contar com uma rede de proteção”, diz Maria da Penha, inspiradora da Lei Federal 11.340/06 e Fundadora e Presidente de Honra do Instituto Maria da Penha. 

 

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