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Investimento global em publicidade deve atingir US$ 1,4 tri até 2030

Novo estudo da PwC aponta um avanço anual de 5% da receita publicitária global, que vem redefinindo a indústria de ‘Entretenimento e Mídia’ (E&M)

Entenda os principais fatores (Friends Stock.jpg/Shutterstock)

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Publicado em 6 de julho de 2026 às 13h00.

IA e streaming são os dois principais fatores responsáveis pelas mudanças que devem fazer o investimento global em publicidade atingir os US$ 1,4 trilhão até 2030.

Segundo a pesquisa “Global Entertainment & Media Outlook”, da PwC, a mudança no comportamento do consumidor, causada pelos fatores citados, provocou um novo período de mudança no setor. 

Com o avanço médio de 5,6% ao ano, as receitas de publicidade superam o ritmo de gastos diretos dos consumidores, consolidando-se como o motor financeiro do setor de ‘entretenimento e mídia’

  • Até 2030, os consumidores desejarão opções, preços baixos, acesso digital e experiências imersivas fora do digital, provocada pela saturação das telas. 

E no Brasil? O movimento é o mesmo?

No Brasil, essa conexão entre dados e espaço urbano redesenha o planejamento de marcas e governos. Segundo Lília Lopes, Diretora de Publicidade na Prefeitura Municipal de Salvador (PMS), o momento impõe uma maturidade inédita aos gestores. 

"Cidades e marcas institucionais precisam funcionar como geradoras de conteúdo nativo e relevante, abandonando de vez as velhas fórmulas de interrupção comercial. Isso significa compreender que a comunicação deixou de ser um bloco separado da experiência urbana”, explica.

Segundo ela, a publicidade passou a integrar o próprio funcionamento da cidade, em que dados, mobilidade, serviços e espaços públicos também são pontos de comunicação com o cidadão. 

A jornada das IAs no mercado publicitário 

Ainda segundo a PwC, a ‘hiperpersonalização’ de peças publicitárias impulsionadas por IA são fundamentais para o crescimento da indústria de entretenimento e mídia (E&M). 

No entanto, Lília explica que a ferramenta deve alcançar outras vertentes, como o uso estratégico na leitura de dados urbanos, otimização da comunicação pública e criação de experiências integradas entre o ambiente físico e o digital, aproximando serviços e cidadãos em tempo real. 

“As IAs podem sofisticar a publicidade, mas o verdadeiro desafio é unir eficiência de entrega e relevância social da comunicação. Com a tecnologia aproximando o cidadão da cidade, abre-se também espaço para uma revalorização do encontro presencial e das experiências coletivas no espaço urbano", afirma.

Somando quase 30 anos de experiência no mercado de Comunicação Digital, Marketing, Publicidade e Política, a especialista sênior cita que, sob essa ótica, o retorno em massa do interesse por festivais de rua, shows e ativações coletivas vem se consolidando desde o período pós-pandemia e, neste momento, ganha um novo impulso.

"O movimento aponta para uma reorganização do ecossistema de comunicação, em que o digital deixa de ser o único centro de atenção e volta a coexistir de forma mais equilibrada com a experiência física", conclui Lília.

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