Os quelônios são particularmente vulneráveis e tendem a ficar presos em ferrovias (Barthira Oliveira / ViaFauna/Divulgação)
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Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 13h00.
Devido à sua anatomia, tartarugas, jabutis e cágados ficam frequentemente presos em ferrovias. Estes animais, da ordem dos quelônios, são prioridade na agenda de preservação ambiental das operadoras que cruzam seu habitat.
Seguindo uma agenda ESG com ações voltadas para a proteção destes animais, a operadora Rumo juntou-se à consultoria ambiental ViaFAUNA para realizar uma análise do comportamento dos quelônios ao longo de 5 anos e mais de 1500 quilômetros de ferrovia.
O material apresenta uma solução prática e já aplicada: as canaletas de escape, estruturas instaladas entre os trilhos que permitem que esses animais saiam da ferrovia com segurança.
“Acreditamos que a engenharia precisa caminhar junto com a sustentabilidade, e esse guia oferece um modelo prático e aplicável para a proteção da biodiversidade em ferrovias no Brasil e também em outros países”, diz Luana Gobbo Mamede, médica veterinária da Coordenação de Biodiversidade da Rumo.
A publicação foi desenvolvida para apoiar concessionárias, órgãos ambientais, projetistas e equipes operacionais na adoção de soluções viáveis para reduzir os impactos da infraestrutura sobre a fauna, garantindo a preservação ambiental.
Com base nos dados, a Rumo com o apoio técnico da ViaFAUNA, aprimorou a implantação das canaletas de escape como resposta direta ao problema identificado.
A solução reduz significativamente o risco de mortes dos animais, que frequentemente ficam presos, podendo sofrer atropelamento ou desidratação.
“Temos muito orgulho de apresentar este material, que reúne todo o conhecimento de preservação ambiental adquirido desde o monitoramento inicial até o desenvolvimento, a implantação e a avaliação da eficácia das canaletas”, conclui Mamede.