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Por Cristiano Zanetta*

A subestimação é uma das armas mais poderosas de Batman, e sua verdadeira força reside na habilidade de esconder sua potência – tanto pela frente quanto por trás da máscara. Muitos o veem como o playboy frívolo e bilionário Bruce Wayne, e, ao assumir a persona do Homem-Morcego, ele é duplamente subestimado.

Batman é um ser humano desprovido de superpoderes e que alega "trabalhar sozinho", embora tenha os maiores aliados ao seu lado, como a Bat-Família.

Essa subestimação desempenha um papel fundamental na estratégia de Batman, pois ele usa sua astúcia e habilidades para ganhar vantagem sobre seus inimigos. Ele sempre tem um plano B em mente, e constantemente tira proveito da subestimação que é lançada sobre ele. Afinal, o Batman ama ser subestimado.

No competitivo cenário empresarial ser subestimado pode não ser bem-visto por muitos colaboradores. Ninguém quer ter a sua capacidade intelectual sendo questionada ou desvalorizada. No entanto, ser menosprezado intelectualmente pode proporcionar uma vantagem estratégica significativa.

Essa atitude frequentemente leva quem está subestimando a baixar a guarda diante das circunstâncias cotidianas, pois na mente deles, "você nunca será capaz o suficiente para superá-los". É nesse momento que se abre uma oportunidade para a identificação de pontos fracos.

Ser subestimado dentro de uma empresa pode ser um ativo valioso. Quando os outros subestimam suas habilidades, você ganha a liberdade de operar sem as restrições das expectativas elevadas. Isso cria uma oportunidade para trabalhar nos bastidores, longe da análise detalhada constante, permitindo que você desenvolva suas habilidades e estratégias de forma discreta. 

À medida que sua verdadeira capacidade é revelada ao longo do tempo, você pode surpreender a todos ao superar as expectativas, consolidando sua posição de liderança de maneira silenciosa, mas impactante. Além disso, ser subestimado pode desencadear uma motivação adicional para provar seu valor, levando a conquistas ainda mais notáveis e um senso de satisfação pessoal ao superar as adversidades.

Lições de Oprah Winfrey e Walter Elias Disney 

Exemplos notáveis de indivíduos foram subestimados em suas carreiras incluem Oprah Winfrey e Walter Elias Disney (Walt Disney). 

Oprah, considerada a maior apresentadora da televisão americana, foi demitida no início de sua carreira por seu envolvimento excessivo nas histórias que contava em seu programa. Hoje, ela é considerada uma das maiores apresentadoras de TV de todos os tempos.

Da mesma forma, Walt Disney, o visionário por trás da Disney, também enfrentou a subestimação por um editor de jornal, que o demitiu alegando falta de imaginação e boas ideias. 

No entanto, ele não deixou que essa crítica o definisse e mais tarde se tornou um dos nomes mais influentes na indústria do entretenimento, criando personagens amados em todo o mundo.

Transformando a subestimação em vantagem competitiva

Reconhecer e explorar a subestimação como uma vantagem competitiva no cenário corporativo revela um leque de vantagens estratégicas. Este fenômeno nos recorda de que, muitas vezes, o potencial mais significativo está escondido onde menos se espera encontrá-lo. 

Enquanto o mundo empresarial frequentemente enaltece a visibilidade e o destaque, o ato de ser subestimado pode ser a chave para desbloquear um potencial oculto e abrir um caminho único em direção ao sucesso.

*Cristiano Zanetta é reconhecido oficialmente pela Warner Bros como o Batman do Brasil. Além de ser empresário, palestrante TED e filantropo, é uma das maiores referências em humanização no país, contribuindo para a reinvenção de ações sociais em todo o Brasil.

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