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Fatfire: você quer entrar nessa onda ou prefere o quiet quitting?

A tendência é buscar equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, almejando bem-estar e qualidade de vida

Entenda o significado dos novos termos do mercado corporativo (Anchalee Phanmaha/Getty Images)

Entenda o significado dos novos termos do mercado corporativo (Anchalee Phanmaha/Getty Images)

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1 de novembro de 2022, 18h30

Nas últimas semanas, os termos quiet quitting e fatfire ganharam espaço no mundo corporativo aumentando o debate público nas principais conversas entre gestores. O quiet quitting se resume ao desalinhamento de valores, onde há uma priorização por qualidade de vida pelos funcionários, que consideram, em muitos casos, que a empresa não se importa com o seu bem-estar. Traduzido para demissão silenciosa, o movimento nada mais é do que um colaborador fazer apenas aquilo que está no contrato. Em contrapartida a esse fenômeno, o fatfire é um movimento em que as pessoas estão dispostas a dedicarem mais tempo e esforço para ganhar o máximo de dinheiro possível para se aposentarem enquanto ainda são jovens.

“São duas tendências opostas, mas que, em proporções diferentes, compartilham alguns sentimentos parecidos. Os adeptos do fatfire não necessariamente amam seus empregos, carreiras ou lideranças, eles só querem sair desse emprego o mais rápido possível. No entanto, cultivam a mentalidade de que é preciso focar bastante no seu retorno financeiro para que possam se “aposentar” mais cedo e ter qualidade de vida”, afirma Carine Roos, CEO e fundadora da Newa, empresa de consultoria em diversidade, inclusão e saúde emocional para as organizações.

Para a executiva, ainda que este movimento defenda o trabalho e a produtividade visando um pé-de-meia gordo o suficiente para que as pessoas conquistem independência financeira e aposentadoria antecipada, a sobrecarga de trabalho e a exaustão profissional não são atitudes que devem ser aplaudidas. Afinal, é preciso considerar a saúde emocional dos colaboradores e o ambiente no qual eles estão inseridos.

“As pessoas que aderem a esses movimentos geralmente fazem uma priorização daquilo que esperam para as suas vidas. É importante considerar os fatores ligados à saúde mental, pois de nada adianta conquistar aquilo que sempre sonhou e não ter saúde para poder usufruir desses ganhos que exigiram anos de trabalho árduo”, afirma a CEO.

Já em relação ao quiet quitting, a especialista argumenta que também há uma reflexão de priorização e de equilíbrio, pois os colaboradores adeptos à essa tendência entendem que o trabalho é um meio para gerar felicidade, mas que não é o único. “Geralmente, as pessoas que aderem a esse movimento estão em busca de mais qualidade de vida, de um trabalho que tenha significado, impacto e propósito. É uma mudança que entendo até como comportamental, de uma nova geração que tem valores diferentes das outras.”

Para a executiva, ambas as ações precisam ser observadas com atenção, afinal, é fundamental que os profissionais que aderem a esses movimentos consigam manter um equilíbrio entre as atividades de trabalho e do dia a dia. Segundo Carine, também cabe às organizações o olhar atento para os seus colaboradores, a fim de garantir que, independente de suas prioridades, eles consigam ter um ambiente de trabalho saudável e seguro.

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