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Empreendedor, defina suas metas para internacionalizar sua startup em 2022

Veja alguns passos importantes que a Bússola separou para você conseguir levar sua empresa para outro país de forma consistente e assertiva

O ecossistema de inovação brasileiro é um dos maiores do mundo, com potencial imenso para absorver milhares de negócios inovadores e de acomodar cada vez mais unicórnios — segundo estimativa da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), nos próximos cinco anos, deve acolher cerca de cem. No entanto, quem entende do mercado sabe que a única forma de crescer de fato é já começar a pensar em internacionalizar a sua startup.

Mas esse é um processo longo e burocrático que demanda organização e metas claras. Por isso, se a internacionalização faz parte dos seus objetivos como empreendedor para 2022, veja alguns passos importantes que a Bússola separou para você conseguir levar sua empresa para outro país de forma consistente e assertiva:

1 - Defina seu cronograma de internacionalização

Se o seu planejamento para 2022 é começar a internacionalizar sua empresa para a América Latina, comece em um país estratégico. O Chile, apontado no Global Entrepreneurship Index como o melhor da América Latina para fazer negócios em 2021, é um destino excelente para começar. “O governo chileno tem se dedicado muito à abertura do seu ecossistema para startups estrangeiras, com programas como o Startup Chile, que oferece processos de aceleração e incubação, além de um arranjo de investimentos constantes na área da ciência e tecnologia”, diz Rodrigo Mendes, diretor de Relações Internacionais da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

2 - Conheça seu propósito

“Ter clareza do seu objetivo com a internacionalização e como determinado mercado se encaixa na sua estratégia é muito importante. O esforço para levar um produto ou serviço para outro país é grande e tomará todas as áreas da empresa em algum momento. Portanto, recomendo iniciar essa trajetória com um plano, que pode ser simples, mas por escrito e que seja editado constantemente e ter contato com profissionais experientes que possam ajudar na tomada de decisões. Isso ajudará a construir uma visão cada vez mais clara e definir planos de ação de forma consistente e objetiva”, declara Georgio Raphaelli, CEO da Labsoft, startup que produz software para laboratórios, qualidade industrial e saneamento, participante do ciclo Santiago 2019 do StartOut Brasil.

3 - Estabeleça conexões

Grande parte do processo é buscar por possíveis parceiros comerciais, clientes e apoio logístico, se for o caso. Encontrar as melhores pessoas para fazer negócio pode ser complicado. Por isso, existem empresas especializadas em estabelecer este tipo de vínculo.

“O processo de matchmaking engloba desde o profundo conhecimento do business da empresa brasileira que deseja iniciar suas operações fora do Brasil, principalmente da sua proposta de valor para o mercado internacional, envolvendo seus produtos, serviços e seu posicionamento de mercado até a estratégia de desembarque no novo território, gerando canais e parceiros estratégicos, sejam eles comerciais, de tecnologia e de novos investimentos para garantir que uma empresa se estabeleça com segurança em uma nova cultura de negócios”, diz Marcelo Carrullo, Diretor Executivo da Drummond Ventures, contratada no ciclo Nova York do StartOut Brasil, em 2019.

4 – Conquiste investimento

Na busca de investidores internacionais, é essencial que se faça a adaptação do pitch tanto para a língua quanto aos aspectos culturais do país onde se pretende fazer negócios. “Simplesmente traduzir sua apresentação para outra língua não é suficiente, vá por mim. É importante saber com quem está trabalhando, qual é a cultura, o modelo de negócio e como é o mercado. Isso tudo, além de alguns requisitos necessários quando se trata de outro local. Por isso, treinamentos de pitch internacional fazem toda a diferença. Eles dão autonomia e confiança para o empreendedor poder vender sua ideia da forma mais adequada”, afirma Maria Paula Castro, head de inovação na Ecotrace, startup participante do ciclo Lisboa do StartOut Brasil.

5 - Conheça os processos burocráticos

“Ao levar uma empresa para outro país, precisamos ter acesso a  diversas informações relacionadas com a operação direta do negócio quanto a eventuais exigências regulatórias ligadas diretamente a sua área de atuação. O primeiro grupo impacta desde o registro formal do negócio até as questões relacionadas à tributação e repatriação de resultados, e o Startout foi uma verdadeira escola, onde tais assuntos foram tratados diretamente com especialistas que nos guiaram na formatação jurídica mais adequada para nossa operação. O segundo grupo, muito mais sensível, pode definir inclusive se seu negócio pode existir naquele mercado, e o processo de matchmaking encontrou exatamente com quem teríamos que falar para entender o nosso cenário de regulatório e quais providências seriam necessárias antes mesmo de pensarmos em começar nossa operação comercial. Economizamos um tempo enorme de pesquisa e de tentativa e erro nos dois processos”, diz Leonardo Cesar de Carvalho, CEO e fundador da startup Portal de Compras Públicas, um dos destaques do ciclo Lisboa do StartOut Brasil, que oferece apoio em todas as etapas dessa jornada e está com inscrições abertas para o ciclo Santiago até o dia 10 deste mês.

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