(Espaço Smart/Divulgação)
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Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 13h00.
Em 2026 o setor de construção civil será movido por tendências como a industrialização da construção, protagonismo da construção a seco, uso intensivo de tecnologia, sustentabilidade como padrão e foco em obras mais rápidas e previsíveis.
Segundo levantamento da Espaço Smart, referência nacional em soluções para construção industrializada, o setor atravessa um ciclo de transformação profunda, impulsionado por fatores econômicos, operacionais e comportamentais.
Além das 5 tendências, a empresa prevê:
Entre as tendências mapeadas, a industrialização da construção se consolida como o principal vetor de mudança.
O conceito envolve a produção fora do canteiro, a padronização de sistemas, o controle rigoroso de qualidade e o uso intensivo de tecnologia desde a fase de concepção do projeto.
“A industrialização viabiliza todas as outras transformações do setor. Ela permite mais sustentabilidade, previsibilidade, velocidade, qualidade e escala, atributos cada vez mais decisivos para atender às exigências do mercado imobiliário atual”, ressalta Rubens Campos, CEO da Espaço Smart.
Sistemas como Steel Frame e Wood Frame, antes percebidos como soluções alternativas ou de nicho, avançam rapidamente para se consolidar como padrão até 2026.
A construção a seco se destaca por reduzir drasticamente o desperdício de materiais, encurtar o ciclo de obra, aumentar a previsibilidade orçamentária e entregar alto desempenho técnico e construtivo.
Segundo Rubens Campos, o avanço desses sistemas responde diretamente às novas expectativas do mercado e do consumidor final, que não aceita mais atrasos, custos imprevistos e retrabalho.
“A obra passa a ser encarada como um processo industrial, com lógica de eficiência, controle e repetibilidade, características essenciais para o desenvolvimento imobiliário em escala”, complementa.
Outra tendência irreversível é a incorporação intensiva de tecnologia ao longo de todo o ciclo do empreendimento.
O BIM (Building Information Modeling) se consolida como ferramenta central para projetos integrados, compatibilização, planejamento e gestão.
Paralelamente, a automação de processos, o uso de inteligência artificial aplicada a orçamento, cronograma e controle de obras, além da adoção de materiais industrializados de alto desempenho, ganham espaço de forma acelerada.
Esse avanço tecnológico permite decisões mais estratégicas, redução de erros, aumento de produtividade e melhor aproveitamento de recursos, fatores diretamente ligados à rentabilidade e à previsibilidade dos empreendimentos.
Até 2026, práticas sustentáveis deixam de ser um atributo opcional e passam a ser um critério básico no setor construtivo.
Redução de resíduos no canteiro de obras, uso mais eficiente de água e energia, escolha de materiais recicláveis ou de menor impacto ambiental e adoção de sistemas construtivos mais leves e eficientes entram definitivamente no radar de incorporadores, investidores e operadores imobiliários.
Para o CEO, o planejamento inteligente desde a fase de projeto se torna fundamental para minimizar desperdícios, otimizar recursos e garantir eficiência ambiental, econômica e operacional ao longo de todo o ciclo de vida do ativo.
A convergência dessas transformações aponta para um novo padrão de obra mais rápida, previsível, organizada e com menos desperdício.
Mais do que uma tendência, esse modelo se consolida como uma exigência de um consumidor e de um mercado cada vez mais informados, criteriosos e atentos à experiência, à performance e à sustentabilidade dos empreendimentos.
“Além das transformações técnicas e produtivas, o futuro da construção civil passa por educação do mercado e mudança cultural. Construir de forma industrializada é mais inteligente, econômica e sustentável do que insistir em modelos ultrapassados e isso será decisivo para o futuro do setor”, conclui o executivo.