Confira a análise (Rmcarvalho/Getty Images)
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Publicado em 21 de abril de 2026 às 13h00.
Para o economista Rafael Perez, da Suno Research, estas são as três principais notícias da semana:
Para entender a importância destas notícias, convidamos o economista para uma análise individual de cada uma delas.
O setor de serviços registrou alta de 0,1% em fevereiro, abaixo do consenso de mercado. O resultado representa a segunda alta consecutiva, mas revela uma desaceleração no acumulado de 12 meses, com avanço de 2,7%, frente aos 3% registrados em janeiro.
Em 2026, o setor de serviços deve manter resiliência, porém com avanço mais moderado, em linha com o cenário de que a demanda interna deverá apresentar uma contribuição menor para o crescimento da economia.
Os principais destaques tendem a vir de segmentos como informação e comunicação e transportes, refletindo transformações estruturais importantes da economia nos últimos anos, como o avanço da digitalização e do e-commerce.
As vendas do comércio varejista cresceram 0,6% em fevereiro, também abaixo das projeções do mercado. Com isso, o setor acumulou cinco altas nos últimos seis meses e, no acumulado do ano, apresentou avanço de 1,5%.
Na mesma direção, o varejo ampliado — que inclui veículos, motos e materiais de construção — registrou alta de 1% em fevereiro.
A leitura desses números é compatível com o ambiente de retomada do consumo, em linha com a expectativa de ampliação da renda das famílias.
Espera-se que o varejo continue avançando nos próximos meses, mesmo que de forma moderada, sobretudo nos segmentos mais ligados à renda, que tendem a se beneficiar mais diretamente desse contexto.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, cresceu 0,6% em fevereiro, segunda alta consecutiva no ano.
Com esse resultado, o indicador acumulou alta de 1,9% nos últimos 12 meses, desaceleração já esperada em relação à atividade econômica. O resultado do mês foi influenciado por avanço disseminado entre os diferentes setores, com destaque para serviços e indústria.
O comportamento dos dados de atividade econômica neste início de ano sugere que o primeiro trimestre deve trazer sinais de reaceleração do crescimento, refletindo um ambiente mais favorável ao consumo e o avanço de segmentos mais exógenos da economia, como a indústria extrativa, o agronegócio e as exportações. A projeção é de alta de 0,9% do PIB no primeiro trimestre, com moderação da expansão econômica nos trimestres seguintes.