squisa mostra que a IA amplia a busca por ofertas na Black Friday, mas a confiança nas marcas continua influenciando a decisão de compra (sizah/Shutterstock)
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Publicado em 1 de outubro de 2026 às 07h00.
Pesquisa do Reclame AQUI mostra que 87% dos consumidores pretendem usar IA nas compras da Black Friday, mas 64% descartam recomendações de inteligência artificial quando a reputação da empresa é ruim. O levantamento indica que consumidores usam IA para comparar produtos e preços, mas mantêm a checagem de confiança como etapa decisiva.
Apesar da otimização de sites para a inteligência artificial do Google funcionar bem como estratégia, não há truque de SEO que salve uma empresa com má avaliação no Reclame Aqui. Está aí um fato importante para se considerar nesta Black Friday.
Segundo pesquisa da empresa, 87% dos consumidores pretendem usar IA nas compras da data, mas 64% deles descartam as recomendações da IA se tiverem reputação ruim.
De forma intensa, mas limitada. Entre os que vão recorrer a assistentes de IA, 46% farão isso de forma pontual e 41% de maneira intensa. As tarefas mais citadas são:
No entanto, a delegação da escolha final tem um limite: apenas 15% aceitam que a IA escolha a loja ou o vendedor, e somente 4% seguiriam a indicação do algoritmo sem conferir.
Depois da reputação, os motivos que levam o consumidor a descartar uma sugestão de IA são:
Na etapa que antecede a compra, o Reclame Aqui empata com os buscadores tradicionais como porta de entrada para checar lojas e ler reclamações, ambos com 55% da preferência. Em seguida aparecem redes sociais (22%), indicação de amigos ou influenciadores (21%) e assistentes de IA (19%).
O comportamento se explica pelo cenário de risco percebido. Na mesma pesquisa, 88% dos consumidores afirmam ter muito medo de golpes gerados por inteligência artificial, como sites clonados e anúncios hiper-realistas, e 63% admitem não conseguir identificar quando uma oferta falsa foi criada com a tecnologia.
"A inteligência artificial resolveu o problema da informação, não o da confiança. Ela compara modelos e encontra o menor preço em segundos, mas não responde à única pergunta que trava a mão do consumidor na hora de pagar: essa empresa resolve quando dá errado?", explica Edu Neves, CEO e cofundador do Reclame AQUI.
Os dados apontam uma Black Friday de alta rotatividade. Entre os consumidores dispostos a comprar, 62% estão abertos a testar lojas que nunca usaram, 44% ainda estão indecisos e 18% com intenção declarada de apostar em novos e-commerces, contra 38% que só compram de quem já conhecem.
Na decisão final, o preço segue soberano (67%), seguido por reputação de empresas e marcas (28%), navegação segura contra golpes e fraudes (26%), valor do frete (25%), avaliações de outros consumidores (22%) e condições de pagamento (20%).
Na cesta, lideram roupas e calçados (29%), eletrônicos (28%) e eletrodomésticos e eletroportáteis (25%), seguidos por casa e decoração (21%) e viagens (14%).
Segundo pesquisa do Reclame AQUI, 87% dos consumidores pretendem usar IA nas compras da Black Friday.
Não. Apenas 15% aceitam que a IA escolha a loja ou o vendedor, e somente 4% seguiriam a indicação do algoritmo sem conferir.
Os principais motivos são reputação ruim, preço baixo demais, direcionamento para site desconhecido e exigência de pagamento apenas por PIX ou boleto.
O Reclame AQUI e os buscadores tradicionais aparecem empatados como porta de entrada para checar lojas e ler reclamações, ambos com 55% da preferência.
Roupas e calçados lideram a cesta com 29%, seguidos por eletrônicos (28%) e eletrodomésticos e eletroportáteis (25%).
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