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Dia da Energia Limpa: 5 exemplos de iniciativas que reduzem emissões de CO2

Confira cases de grandes empresas que tiveram sucesso na implementação de sistemas voltados para a redução das emissões de CO2

Confira 5 iniciativas (Acelen/Divulgação)

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Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 07h00.

Última atualização em 26 de janeiro de 2026 às 10h24.

No Dia Internacional da Energia Limpa, exploramos 5 cases que demonstram como é possível reduzir as emissões de CO2 com planejamento e ações estratégicas. 

No Brasil, a adoção de novas fontes de energia renováveis atingiu 88,2% em 2024. Os avanços seguem intensos, com energia solar e eólica participando cada vez mais da matriz energética nacional. 

Mas as empresas não estão apenas adotando novas fontes de energia, como também estão voltando-se para materiais e detalhes operacionais. Confira os 5 exemplos de eficácia na redução de emissões de CO2:

Acelen moderniza refinaria e evitará 60 mi de toneladas de CO2

A Acelen, empresa de energia do Mubadala Capital, investiu mais de R$ 3 bilhões na modernização da Refinaria de Mataripe em quatro anos. 

Os aportes geraram ganhos de eficiência e descarbonização, como a redução de 17% no consumo de energia entre 2021 e 2025, o equivalente ao abastecimento de uma cidade com 2,37 milhões de habitantes. 

O movimento inclui um parque solar para suprir 100% da energia elétrica importada pela refinaria.

A estratégia conecta-se à Acelen Renováveis, que investe em combustíveis sustentáveis a partir da macaúba, planta nativa com produtividade de óleo até dez vezes superior à da soja.

O projeto inicia-se no Acelen Agripark (MG) e prevê recuperar 180 mil hectares de pastagens degradadas com potencial de capturar 60 milhões de toneladas de CO2 ao longo do projeto. 

Estudo da FGV aponta a injeção de US$ 40 bilhões na economia brasileira, com geração de até 85 mil empregos em toda a cadeia. 

Brazil Iron investe bilhões na descarbonização do ferro

O Projeto Ferro Verde, da Brazil Iron, prevê um investimento de US$ 5,7 bilhões e aponta para uma mudança no perfil da mineração na Bahia. 

A iniciativa tem como foco a produção de HBI (ferro briquetado a quente) e pellets de alto teor, que são insumos cada vez mais demandados pela siderurgia global diante da pressão por descarbonização.

Com início de operação previsto para 2026, o projeto foi estruturado para operar exclusivamente com fontes de energia limpa, o que pode reduzir a pegada de carbono em até 99%. 

A proposta é transformar o minério extraído no estado em produtos de maior valor agregado, alinhados ao avanço do chamado aço de baixa emissão.

Além do aspecto industrial, o Ferro Verde deve ter impacto direto na economia regional, com a geração de empregos e investimentos em infraestrutura. 

O projeto reforça uma tendência crescente no setor mineral: a combinação entre inovação tecnológica, competitividade e critérios ambientais cada vez mais rigorosos.

Lhoist segue com estratégia que reduziu 25% das emissões

Do setor mineral mineiro, a Lhoist, produtora de cal e minerais, tem adotado práticas voltadas à preservação ambiental e à redução das emissões de carbono, dois pilares fundamentais para o futuro da mineração no Estado e no país. 

Com unidades em Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte a empresa tem se destacado pela eficiência no uso de recursos naturais e pelo compromisso com a transição para uma economia de baixo carbono. 

  • De 2018 até agora, a Lhoist já alcançou uma redução superior a 25% nas emissões de CO2. 
  • Além dos avanços na descarbonização, a empresa busca 98% de aproveitamento nas etapas de processamento.

Solar Coca-Cola transforma resíduos em energia

A Solar Coca-Cola, uma das maiores fabricantes do país, opera com 100% de energia renovável certificada pelo International Renewable Energy Certificate (i-RECs )em suas 13 fábricas. 

No Pará, a utilização do caroço de açaí nas caldeiras transformou, desde 2021, mais de 10 mil toneladas de resíduos em energia limpa, sendo 2,04 milhões de quilos apenas em 2024. 

A iniciativa contribui para solucionar o problema do descarte irregular desse passivo ambiental em Belém e fomenta a bioeconomia local ao adquirir o insumo de fornecedores regionais.

  • Em sua gestão de resíduo, a Solar alcançou o marco de 100% de suas unidades certificadas pelo Instituto Lixo Zero, assegurando que nenhum descarte chegue a aterros. 
  • Complementando a estratégia, a modernização logística inclui caminhões movidos a gás e equipamentos elétricos.

Mineração Morro do Ipê investe em minério que resulta em menos emissões de CO2

Classificado como “minério verde”, o minério de ferro de alta pureza (pellet feed) demanda menor consumo de energia. Isso o torna insumo estratégico para a transição energética do setor de mineração. 

Seguindo a agenda de descarbonização baseada neste fato, a Mineração Morro do Ipê, com operações em Minas Gerais, ampliou sua atuação a partir da produção de pellet feed na Mina Tico-Tico, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

Com teor de ferro de 66% e baixo nível de contaminantes, o material atende à crescente demanda global por insumos capazes de reduzir a intensidade de carbono na produção do aço. 

  • Em 2025, a companhia produziu 2,7 milhões de toneladas de pellet feed, resultado de um processamento com menor geração de emissões e de um produto que exige menos energia nas etapas siderúrgicas subsequentes.

A estratégia é sustentada por um investimento de R$ 1,3 bilhão na expansão da Mina Tico-Tico, com a meta de alcançar 6 milhões de toneladas anuais de pellet feed em 2026. 

Acompanhe tudo sobre:EnergiaEmissões de CO2

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