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Como duas consultorias planejam solucionar lacuna de IA em médias empresas 

Nova companhia surge da parceria combinando estratégia e inovação para atender o segmento que responde por 65% do PIB brasileiro 

Auge soma 15 anos de experiência (Getty Images)

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Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 07h00.

Entre as consultorias Auddas e Stage soma-se uma experiência de cerca de 15 anos em estratégia corporativa. Condensando seus diferenciais, as empresas criaram a Auge, empresa que surge como proposta para solucionar defasagem na implementação de IA em médias empresas

A empresa dá a partida com mais de 100 profissionais e o foco estratégico será o acesso de empresas médias e familiares a tecnologias avançadas e metodologias de transformação digital de ponta.

“A IA não deve ser um departamento, mas uma linguagem comum dentro da empresa. O que estamos construindo com a Auge é uma nova forma de pensar gestão, em que a tecnologia é parte da estratégia desde o primeiro dia”, diz Julian Tonioli, cofundador da Auddas e sócio da nova empresa.

Como as consultorias encontraram a oportunidade?

Segundo Tonioli,a  Auge nasce de um encontro natural entre duas expertises complementares:

  • A Auddas é reconhecida pela estratégia em governança e finanças corporativas em médias empresas. A consultoria, que completou dez anos em 2024, vem ampliando sua atuação por meio da Auddas Ventures.
  • A Stage é referência em tecnologia e inovação aplicada. Já entregou mais de 280 projetos e foi reconhecida pela revista Exame, em parceria com o BTG Pactual, como uma das empresas que mais crescem no Brasil.

Tonioli explica como enxergaram a oportunidade: “Entre as empresas atendidas pela Auddas, menos de 30% utilizam inteligência artificial de forma estruturada e apenas 22% possuem uma estratégia digital formalizada. 

A maioria ainda enxerga tecnologia como suporte, não como eixo estratégico. Isso mostra o potencial que existe para transformar eficiência operacional em crescimento real com o uso inteligente de dados e automação”.

Dados complementam o raciocínio que levou ao surgimento da Auge. De acordo com dados do IBGE e da Econodata, o Brasil possui aproximadamente 923 mil empresas médias e familiares, responsáveis por 65% do PIB e 75% da força de trabalho nacional. 

  • Apenas 28% delas têm estrutura digital adequada, 
  • 39% ainda não utilizam inteligência artificial em seus processos.
  • Estudos como o NextGen 2024, da PwC, mostram que 89% dos líderes de empresas familiares acreditam que a IA será uma força transformadora nos próximos anos. 

Na prática, o modelo da Auge combina diagnóstico estratégico rápido com execução tecnológica ágil.

Com a iniciativa, Auddas e Stage apostam em um formato de entrega que une visão de negócio, tecnologia e velocidade de execução em um ambiente em que a estratégia se redefine a cada trimestre.

“Acreditamos que o futuro das empresas médias está na capacidade de transformar dados e processos em vantagem competitiva, e a Auge é o meio para isso”, conclui Julian Tonioli.

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