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Apenas 20% dos brasileiros utilizam aplicativos de gestão financeira

Levantamento realizado revela alta adesão aos apps bancários, mas baixo engajamento com funcionalidades de educação e controle financeiro

O brasileiro está ciente das ferramentas, mas ainda precisa de mais iniciativas de educação financeira (Feverpitched/Thinkstock)

O brasileiro está ciente das ferramentas, mas ainda precisa de mais iniciativas de educação financeira (Feverpitched/Thinkstock)

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Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 07h00.

81% dos brasileiros utilizam o aplicativo do banco, mas apenas 19% fazem uso de aplicativos de gestão financeira pessoal. O cenário aponta para um avanço digital no sistema financeiro brasileiro que não é acompanhado pela população.

O dado é do estudo "Do PIX ao planejamento financeiro: como a tecnologia está mudando nossa relação com o dinheiro". Necessidade de mais educação financeira é principal conclusão da pesquisa que entrevistou mil pessoas.

  • Descobriu-se, também, que 72% dos brasileiros reconhecem a tecnologia como aliada no controle das finanças,
  • Mas 48% dos usuários ainda não as controlam nem mesmo por meio de anotações e planilhas pessoais

Instituições financeiras tem, neste cenário, uma oportunidade. O CEO da Lina Open X, que conduziu o estudo por meio da plataforma MindMiners, explica:

"Os bancos têm uma oportunidade única de transformar essa percepção positiva em engajamento real. O brasileiro reconhece o valor da tecnologia, usa o app bancário diariamente, mas ainda não encontrou no próprio banco uma solução de educação financeira que realmente faça sentido para sua rotina", diz Alan Mareines.

Falta de educação formal e tempo são principais barreiras

A pesquisa também revelou desafios estruturais:

  • 37% dos entrevistados nunca tiveram educação financeira formal,
  • 38% citam a falta de disciplina ou tempo como principal barreira para organizar suas finanças. 

Esses números evidenciam a necessidade de soluções que sejam não apenas informativas, mas também práticas, integradas e personalizadas.

"Quando a educação financeira depende exclusivamente do esforço do usuário, ela tende a ser deixada de lado. O desafio, e a oportunidade, está em integrar esse apoio à rotina financeira das pessoas, usando dados e tecnologia para orientar decisões de forma simples, contínua e personalizada", complementa Mareines.

Regulação impulsiona mercado de educação financeira

A Resolução Conjunta nº 8 do Banco Central do Brasil reforça a urgência do tema ao estabelecer que instituições financeiras devem adotar medidas de educação financeira, garantindo acesso a ferramentas de organização e planejamento do orçamento pessoal e familiar, formação de poupança, resiliência financeira e prevenção ao superendividamento.

Para Alan Mareines, a regulação representa mais do que uma obrigação. "É uma oportunidade para as instituições financeiras. Alguns bancos e fintechs já estão explorando ferramentas de  educação e gestão financeira integradas como um diferencial para os clientes, e essa ação contribui para o engajamento e a fidelização, em um mercado extremamente competitivo e marcado por uma corrida acelerada pela principalidade", avalia.

Como as instituições financeiras aproveitam a oportunidade?

O mercado tem respondido com o desenvolvimento de soluções tecnológicas que combinam Open Finance e inteligência artificial, permitindo que instituições disponibilizem rapidamente ferramentas de gestão financeira personalizada sem precisar desenvolver do zero. 

Ferramentas gratuitas, integradas aos apps bancários, podem facilitar muito o dia a dia neste sentido. No comando da Lina Open X,  Mareines respondeu à proposta desenvolvendo a ferramenta Tutor Financeiro.

O projeto foi selecionado pelo Lift Lab, programa de aceleração de soluções financeiras conduzido pela Fenasbac em parceria com o Banco Central

“O uso é muito simples: basta acessar a ferramenta, conectar as contas de forma segura e receber dicas e recomendações personalizadas sobre sua vida financeira. Com ele, é possível identificar dívidas, otimizar gastos e tomar decisões mais inteligentes, tudo isso com a ajuda do Open Finance e da IA”, conclui Mareines.

 

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