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84% dos trabalhadores querem personalizar benefícios, mas só 21% podem

Flexibilização dos benefícios começa a se mostrar importante ferramenta de retenção de talentos

O poder de escolha sobre os benefícios não é apenas uma preferência, mas um fator de engajamento (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O poder de escolha sobre os benefícios não é apenas uma preferência, mas um fator de engajamento (Fernando Frazão/Agência Brasil)

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Publicado em 7 de abril de 2026 às 13h00.

Plano de saúde, seguro de vida e participação nos lucros ainda dominam os pacotes corporativos, mas já não atendem plenamente às expectativas dos profissionais. 

Uma pesquisa da consultoria Robert Half mostra que:

  • 76% dos trabalhadores desejam mudanças nos benefícios
  • 84% gostariam de personalizá-los de acordo com suas necessidades, 
  • Apenas 21% afirmam ter essa possibilidade atualmente.

Indícios de desconexão entre trabalhador e trabalho 

O levantamento revela um descompasso claro entre o que os profissionais valorizam e o que é oferecido. Bônus, seja anual, trimestral ou mensal, é o benefício mais desejado, mas ocupa apenas a quinta posição entre os mais concedidos pelas empresas. 

Vale-refeição, plano de saúde, assistência odontológica e seguro de vida continuam liderando, enquanto auxílios como reembolso para educação, auxílio-combustível e carro da empresa são menos frequentes, apesar da demanda.

Benefícios são importante instrumento da retenção de talentos

A importância dos benefícios para a permanência nas empresas também se destaca. Para 53% dos trabalhadores, os auxílios impactam diretamente a decisão de permanecer, enquanto 37% discordam. 

Entre os desempregados, metade considera os benefícios essenciais ao avaliar uma proposta de emprego. Quando não estão incluídos, a tendência é negociar um salário mais alto.

“O poder de escolha sobre os benefícios não é apenas uma preferência, mas um fator de engajamento e retenção de talentos. Empresas que oferecem flexibilidade conseguem alinhar incentivos às necessidades individuais, aumentando produtividade e satisfação”, analisa Andre Purri, CEO da Alymente, startup de gestão de benefícios corporativos. 

 

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