O poder de escolha sobre os benefícios não é apenas uma preferência, mas um fator de engajamento (Fernando Frazão/Agência Brasil)
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Publicado em 7 de abril de 2026 às 13h00.
Plano de saúde, seguro de vida e participação nos lucros ainda dominam os pacotes corporativos, mas já não atendem plenamente às expectativas dos profissionais.
Uma pesquisa da consultoria Robert Half mostra que:
O levantamento revela um descompasso claro entre o que os profissionais valorizam e o que é oferecido. Bônus, seja anual, trimestral ou mensal, é o benefício mais desejado, mas ocupa apenas a quinta posição entre os mais concedidos pelas empresas.
Vale-refeição, plano de saúde, assistência odontológica e seguro de vida continuam liderando, enquanto auxílios como reembolso para educação, auxílio-combustível e carro da empresa são menos frequentes, apesar da demanda.
A importância dos benefícios para a permanência nas empresas também se destaca. Para 53% dos trabalhadores, os auxílios impactam diretamente a decisão de permanecer, enquanto 37% discordam.
Entre os desempregados, metade considera os benefícios essenciais ao avaliar uma proposta de emprego. Quando não estão incluídos, a tendência é negociar um salário mais alto.
“O poder de escolha sobre os benefícios não é apenas uma preferência, mas um fator de engajamento e retenção de talentos. Empresas que oferecem flexibilidade conseguem alinhar incentivos às necessidades individuais, aumentando produtividade e satisfação”, analisa Andre Purri, CEO da Alymente, startup de gestão de benefícios corporativos.