Transporte rodoviário
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Publicado em 28 de abril de 2026 às 13h00.
Viajar de ônibus no Brasil é, para muitos, mais do que uma questão de preço, é uma decisão que envolve conforto, segurança e praticidade. Segundo pesquisa do marketplace de passagens rodoviárias Quero Passagem:
O levantamento foi realizado com mais de 5000 viajantes do público geral, clientes fidelizados e frequentadores da Sala VIP da marca no Terminal Tietê, analisando comportamentos, frequência, renda, influência digital e critérios de escolha.
A pesquisa “Hábitos de Viagem & Preferências dos Viajantes” mostrou também que 44% das viagens realizadas de ônibus têm como principal motivação a visita a familiares e amigos, consolidando esse como o hábito predominante entre os viajantes. Na sequência aparecem as viagens a lazer e turismo (24%) e os deslocamentos a trabalho (23%).
Os três principais motivos: visitar família, lazer e trabalho, apresentam comportamentos distintos em frequência, renda, meio de transporte e tipo de hospedagem.
"A pesquisa reforça que o ônibus continua sendo um meio de transporte essencial no Brasil, principalmente quando o viajante busca custo-benefício, que envolve não só o preço, mas a experiência como um todo, previsibilidade e acesso a diferentes regiões. Entender esses comportamentos é fundamental para evoluir a experiência do passageiro em toda a jornada”, aponta Matheus Oliveira, diretor de growth e marketing da Quero Passagem.
De acordo com o estudo, 38% dos respondentes têm entre 36 e 45 anos, consolidando essa como a faixa etária predominante entre os viajantes. E as mulheres representam a maioria, somando 56,8% do público geral e fidelizado.
A renda também influencia diretamente a frequência das viagens: grupos com renda mais alta tendem a viajar menos de ônibus, enquanto as viagens esporádicas (1 a 2 vezes ao ano) são comuns em todas as faixas de renda, seguidas pelas viagens mensais, mais associadas a deslocamentos a trabalho.
Entre os viajantes a trabalho, o público fidelizado se destaca: 37% viajam a trabalho, majoritariamente homens (70%), com idades entre 36 e 45 anos (54%) e com renda acima de R$ 6 mil (50%). A maioria viaja sozinha (92%) e realiza deslocamentos mensais (69%), reforçando o caráter recorrente desse perfil.
Já no público geral, esse percentual cai para 22%, mantendo um perfil semelhante, 61% homens e 51% com renda acima de R$ 6 mil, porém com menor frequência de viagens mensais (52%). Em ambos os públicos, a compra costuma ser feita poucos dias antes da viagem (cerca de 70%), e o principal motivador é o custo-benefício.
Quando o assunto é lazer, o destino ideal é sol e praia, preferência que aparece em 29% dos fidelizados e 47% do público geral no recorte mais amplo de modelo ideal de viagem. Considerando exclusivamente os viajantes que têm lazer e turismo como principal motivo, o interesse por sol e praia é ainda mais forte: 65% entre fidelizados e 40% no público geral.
Os fidelizados viajam mais na metade do ano (27%), enquanto o público geral concentra suas viagens no início do ano (30%). Em relação ao transporte, 50% dos fidelizados optam pelo ônibus, enquanto 40% do público geral ainda prefere o carro próprio.
Entre aqueles que têm lazer e turismo como principal objetivo, 73% dos fidelizados escolhem o ônibus, enquanto 57% do público geral prioriza o carro próprio. Quanto à hospedagem, tanto fidelizados quanto público geral se hospedam principalmente em hotéis (45% e 46%, respectivamente), reforçando a busca por estrutura e conforto nas viagens de lazer.
Já nas viagens para visitar familiares e amigos, que representam 44% do total, as mulheres são maioria (59% entre fidelizados e 65% no público geral). Entre os fidelizados, 81% viajam sozinhas e 54% realizam viagens mensais; no público geral, 54% viajam sozinhas e 44% viajam a cada 3 a 6 meses.
Nesse perfil, a hospedagem predominante é na casa de amigos e parentes (46% do público geral), enquanto entre fidelizados há equilíbrio entre hotéis e casa de familiares (35% em hotéis).