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Usina polêmica, mas fundamental

O complexo hidrelétrico de Belo Monte é essencial para afastar o risco de apagão em todo o país

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Da Redação

Publicado em 14 de outubro de 2010 às 13h29.

Depois de ficar esquecido por quase duas décadas, o projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, voltou a ser apontado como uma das obras fundamentais para o país afastar o risco de apagão nos próximos anos. O complexo a ser construído no rio Xingu prevê 11 181 MW de capacidade instalada, uma potência gigante, quase do tamanho da usina de Itaipu. No entanto, além do alto custo para a execução da obra -- estimada em 6,8 bilhões de reais --, Belo Monte enfrenta forte resistência de ambientalistas desde sua concepção, no final da década de 70. No início, previa-se a inundação de 1 225 quilômetros quadrados. Para os críticos, isso iria causar um desequilíbrio ambiental e ameaçar a sobrevivência de comunidades indígenas às margens do rio Xingu. De lá para cá, várias adaptações foram feitas no plano original da usina. No projeto atual, a posição da barragem foi modificada para reduzir a área alagada para 440 quilômetros quadrados. Se tudo der certo, a expectativa da Eletronorte, responsável pelo projeto, é que a primeira turbina entre em operação em 2008.

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