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UnB condena ofensas homofóbicas e racistas

Na noite de sexta-feira (17), estudantes da UnB foram alvo de uma manifestação de um grupo classificado como de “extrema direita”

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	UnB: “A reitoria da Universidade de Brasília reitera a postura de respeito ao direito à diversidade nos seus quatro campi"
 (UnB Agência)

UnB: “A reitoria da Universidade de Brasília reitera a postura de respeito ao direito à diversidade nos seus quatro campi" (UnB Agência)

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Da Redação

Publicado em 20 de junho de 2016, 13h41.

A reitoria da Universidade de Brasília (UnB) manifestou hoje (20) repúdio ao protesto ocorrido no campus da universidade na noite sexta-feira (17) em que estudantes foram alvo de ofensas homofóbicas e racistas.

Em nota, a reitoria informou que atos de natureza agressiva são devidamente apurados e que continuará o trabalho incessante de promoção de ações de tolerância, respeito e não violência na UnB.

“A reitoria da Universidade de Brasília reitera a postura de respeito ao direito à diversidade nos seus quatro campi e repudia qualquer ato de intolerância e de agressão”, informou a universidade.

E acrescentou “As ocorrências de natureza agressiva e intolerantes são devidamente apuradas e, quando se trata de ações que extrapolam a alçada administrativa da universidade, os órgãos competentes são acionados.”

Como foi

Na noite de sexta-feira (17), estudantes da UnB foram alvo de uma manifestação de um grupo classificado como de “extrema direita”.

De acordo com a ocorrência policial registrada por alunos e vídeo publicado nas redes sociais, cerca de 15 manifestantes entraram no Instituto Central de Ciências (ICC) da universidade com megafone e bandeiras do Brasil, gritando palavras preconceituosas contra os estudantes, como insultos racistas e homofóbicos.

No vídeo publicado na internet, os manifestantes gritavam: “vai ter que estudar”, “não vai ter greve”, “maconheiros”, "cotistas golpistas não passarão", além de frases homofóbicas.

A reitoria da UnB informou que uma pessoa teria disparado um rojão do lado de fora do ICC e que houve discussão verbal entre o grupo e alguns alunos. Segundo a UnB, aparentemente os manifestantes eram pessoas que não fazem parte da comunidade acadêmica.

Segundo a nota da reitoria, a segurança do campus foi acionada e retirou o grupo sem a necessidade do uso de força ou de violência. Relata também que, até o momento, não chegou ao conhecimento da administração superior qualquer ocorrência de agressão física.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UnB também divulgou nota de repúdio ao ato de “violência e intolerância”.

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso. O grupo foi denunciado por dois estudantes, de 19 e 21 anos, que compareceram à 2ª Delegacia de Polícia e registraram boletim de ocorrência por injúria.

Denúncia

O assessor de comunicação, George Marques, informou que protocolou uma denúncia no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra Kelly Cardoso, uma das pessoas apontadas como organizadora da manifestação na UnB.

“Questionei ao órgão se a atitude implica em ação de terrorismo”, explicou Marques em sua página do Facebook.

A manifestação teria sido convocada pela ativista conhecida como Kelly Bolsonaro. No último dia 9, Kelly postou uma mensagem no Facebook convocando interessados em fazer uma manifestação na universidade.

“Tem alguém daqui de bsb a fim de participar de uma ação na UNB?? :) #‎opressão ”, diz a mensagem.

A manifestação ocorreu dias depois que professores da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília sugeriram levar ao congresso do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) uma proposta de greve na universidade, a partir do segundo semestre, até que a presidenta afastada Dilma Rousseff volte ao governo.

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