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Toffoli nega recebimento de valores e relação de amizade com Vorcaro

No comunicado, o gabinete confirma que Toffoli integra o quadro societário da empresa Maridt, uma das donas do resort Tayayá

 (Antonio Augusto/STF/Flickr)

(Antonio Augusto/STF/Flickr)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 09h58.

O ministro Dias Toffoli afirmou, em nota, nesta quinta-feira, 12, que nunca recebeu valores de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nem mantém relação de amizade com o empresário.

A manifestação foi divulgada após uma reportagem do portal UOL afirmar que o nome do ministro foi mencionado em mensagens do celular do Vorcaro.

Na nota, Toffoli afirma que desconhece o gestor do Fundo Arllen e que jamais manteve relação de amizade, “muito menos amizade íntima”, com Daniel Vorcaro. 

A nota também informa que a ação relacionada à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao ministro em 28 de novembro de 2025, quando, segundo o gabinete, a Maridt já não integrava o grupo empresarial citado. O texto sustenta que não há relação entre os fatos.

O gabinete acrescenta que o ministro nunca recebeu qualquer valor de Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel, reforçando que todos os atos e informações da empresa e de seus sócios estão declarados ao Fisco, sem restrições.

No comunicado, o gabinete confirma que Toffoli integra o quadro societário da empresa Maridt, uma das donas do resort Tayayá, descrita como uma sociedade anônima de capital fechado.

A empresa, segundo a nota, é administrada por parentes do ministro e mantém declarações regulares junto à Receita Federal.

A nota destaca que a legislação permite ao magistrado participar do quadro societário e receber dividendos, vedando apenas a prática de atos de gestão. O gabinete cita o artigo 36 da Lei Orgânica da Magistratura (Lei Complementar 35/1979) para sustentar que a participação societária não afronta as regras aplicáveis à magistratura.

Ainda segundo o texto, a Maridt integrou o grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. A participação foi encerrada por meio de duas operações: a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a alienação do saldo remanescente à PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025. O gabinete afirma que todas as transações ocorreram a valor de mercado e foram devidamente declaradas à Receita Federal.

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