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Temer é alvo de representação por "babá ilegal" de Michelzinho

Presidente empregou como babá de seu filho Michelzinho uma funcionária de cargo de confiança no Palácio do Planalto

Michel Temer: deputado aponta na representação o crime de responsabilidade, por uso de dinheiro público para atender interesses pessoais, e o crime de peculato (Adriano Machado/Reuters)

Michel Temer: deputado aponta na representação o crime de responsabilidade, por uso de dinheiro público para atender interesses pessoais, e o crime de peculato (Adriano Machado/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 16 de maio de 2017 às 14h34.

Última atualização em 16 de maio de 2017 às 14h49.

Brasília - O deputado Robinson Almeida (PT-BA) encaminhou à Procuradoria Geral da República (PGR) uma representação contra o presidente Michel Temer por empregar como babá de seu filho Michelzinho uma funcionária lotada em cargo de confiança no Palácio do Planalto.

O deputado petista aponta na representação o crime de responsabilidade, por uso de dinheiro público para atender interesses pessoais, e o crime de peculato, por desvio de função da funcionária.

"Esperamos que o presidente seja acionado e responsabilizado. Esse é mais um dos absurdos desse governo", declarou o deputado.

Segundo o jornal "O Globo", o Palácio do Planalto emprega a babá Leandra Brito como assessora do Gabinete de Informação em Apoio à Decisão (Gaia), órgão responsável por assessorar o presidente da República. A babá receberia um salário superior a R$ 5 mil. "É um padrão altíssimo", comentou o petista.

Em entrevista nesta segunda-feira, 15, a rádios regionais, Temer demonstrou incômodo com o questionamento.

"Se a funcionária não puder atuar lá, isso vai ser alterado", declarou. Ele explicou que saiu da estrutura da Vice-Presidência para a da Presidência e que agora estão fazendo adequações sobre os serviços que são ou não permitidos.

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