"Tem mais coisa pra acontecer na questão da Petrobras", diz Bolsonaro

Presidente voltou a criticar a empresa por seus lucros e sua política de preços
 (SERGIO LIMA/AFP via Getty Images/Getty Images)
(SERGIO LIMA/AFP via Getty Images/Getty Images)
Por Estadão ConteúdoPublicado em 16/05/2022 17:59 | Última atualização em 16/05/2022 17:59Tempo de Leitura: 2 min de leitura

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), acenou nesta segunda-feira para a possibilidade de mais mudanças na Petrobras. "Tem mais coisa pra acontecer na questão da Petrobras. Já sabem o que está acontecendo. Não vou entrar em detalhes, está (sic) sempre fazendo alguma coisa para buscar alternativa", declarou o chefe do Executivo a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

 

As declarações foram feitas pela manhã, em Brasília, antes da viagem do presidente a São Paulo, mas só divulgadas no período da tarde por um canal bolsonarista no YouTube - e com cortes.

Bolsonaro voltou a criticar a empresa por seus lucros e sua política de preços. "Com toda certeza vamos entrar na Petrobras nessas questões também. Não é possível petrolífera dar 30% de lucro enquanto as outras dão no máximo 15%, para atender interesses não sei de quem", disse ele aos simpatizantes no cercadinho.

Na avaliação do chefe do Executivo, "todo mundo tem que colaborar" e a Petrobras precisa exercer sua função social.

"Todo mundo tem que colaborar, não é ganhar mais dinheiro na crise. É o que infelizmente alguns setores fazem, como a própria Petrobras. 'Ah tem o estatuto'. Estatuto está acima da lei, não está acima da Constituição. Então, tem o fim social da empresa. O que está em jogo é o futuro do Brasil", declarou.

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O presidente também disse esperar redução no ICMS incidente sobre combustíveis nos Estados após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atender ao pedido do governo e suspender a forma de cobrança do imposto pelos governadores.

Como mostrou reportagem do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, está sob fritura no governo apenas um mês depois de assumir o cargo.

Ele é ligado ao ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque demitido por Bolsonaro na semana passada após um novo reajuste dos combustíveis.

(Estadão Conteúdo)

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