Tebet se diz "honrada com missão" após ser confirmada como pré-candidata
Tebet reconheceu que não tem o apoio de todas as alas do MDB, mas disse que terá "unanimidade" na convenção partidária
Estadão Conteúdo
Publicado em 25 de maio de 2022 às 12h44.
Última atualização em 25 de maio de 2022 às 13h13.
Confirmada como pré-candidata à Presidência pelo MDB, a senadora Simone Tebet (MS) disse nesta quarta-feira, 25, estar "pronta, preparada e honrada com essa missão, ciente da responsabilidade e com fé em Deus que vamos para o segundo turno e, depois do segundo turno, o centro democrático vai ganhar essas eleições". "Vamos falar menos de Lula e Bolsonaro e vamos falar mais do Brasil real", afirmou ela em entrevista coletiva em Brasília.
Simone Tebet reconheceu que não tem o apoio de todas as alas do MDB, mas disse que terá "unanimidade" na convenção partidária. A senadora disse ainda que o fato de ser "desconhecida" pode ajudá-la na campanha. "Isso para mim é algo que me fortalece porque me permite dizer ao Brasil aquilo que queremos", disse.
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Nesta terça-feira, 24, a Executiva Nacional do MDB e diretórios estaduais confirmaram a pré-candidatura presidencial da senadora. O encontro não contou com a presença dos diretórios do Ceará, de Alagoas e da Paraíba, que são publicamente contra a legenda ter uma candidatura própria e defendem o apoio da sigla à pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Cidadania também reuniu sua Executiva nesta terça e decidiu pelo apoio à pré-candidatura de Simone. "Com Simone Tebet, MDB, PSDB e Cidadania dão um passo concreto na direção da manutenção da democracia com um programa comum: projetar o Brasil do século 21", disse o presidente do partido, Roberto Freire, por meio de nota.
Apesar da decisão, o Cidadania está atrelado ao que o PSDB vai deliberar. Os dois partidos vão formar uma federação e precisam ter decisões conjuntas nas eleições nacionais, estaduais e municipais por no mínimo quatro anos. A sigla tucana, que também deveria ter divulgado sua decisão nesta terça, adiou o encontro da cúpula para a semana que vem devido a conflitos internos.