Acompanhe:

Supremo deve retomar em maio julgamento sobre foro privilegiado

Ministro Dias Toffoli, que tinha pedido mais tempo para análise, liberou ontem a questão de ordem para julgamento

Modo escuro

Continua após a publicidade
STF: sete ministros votaram que o foro privilegiado só vale se crime tiver sido cometido durante mandato e se for relacionado ao cargo (Rosinei Coutinho/SCO/STF/Divulgação)

STF: sete ministros votaram que o foro privilegiado só vale se crime tiver sido cometido durante mandato e se for relacionado ao cargo (Rosinei Coutinho/SCO/STF/Divulgação)

R
Rafael Moraes Moura, do Estadão Conteúdo

Publicado em 28 de março de 2018 às, 15h39.

Brasília - O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar em maio o julgamento sobre a restrição do alcance do foro privilegiado para parlamentares federais. Na última terça-feira, 27, o ministro Dias Toffoli devolveu a vista e liberou para julgamento a questão de ordem que discute a limitação da prerrogativa.

Segundo apurou o Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, considera o tema uma prioridade e deve pautar a continuidade do julgamento para o mês de maio, considerando que a pauta de abril já foi fechada e divulgada.

Em 23 de novembro do ano passado, Toffoli pediu vista (mais tempo para análise) no julgamento, depois de ter sido formada maioria no STF para reduzir o alcance do foro privilegiado para deputados federais e senadores.

À época, Toffoli disse que precisava refletir melhor sobre o assunto e esclarecer eventuais dúvidas sobre as consequências da tese defendida pelo ministro Luís Roberto Barroso, relator do processo.

Sete ministros já deram votos favoráveis ao entendimento de que o foro privilegiado para políticos só vale se o crime do qual forem acusados tiver sido cometido no exercício do mandato e se for relacionado ao cargo que ocupam. Acompanharam o entendimento de Barroso os ministros Luiz Fux, Rosa Weber, Edson Fachin, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cármen Lúcia.

O voto parcialmente divergente, do ministro Alexandre de Moraes, também defende a limitação do foro apenas para crimes cometidos no mandato, mas propõe que nestes casos as infrações penais, independentemente de terem relação ou não com o cargo, sejam analisadas no STF de qualquer forma.

Prazo

Conforme revelou a Coluna do Estadão em janeiro deste ano, Marco Aurélio deu um prazo de 30 dias, a partir da volta do recesso do Judiciário, para Toffoli devolver ao plenário o processo.

Depois disso, Marco Aurélio avisou que ia começar a enviar à primeira instância inquéritos de parlamentares que não estão enquadrados na tese de Barroso, ou seja, que investigam crimes cometidos fora do exercício do mandato e sem relação com o cargo que os parlamentares ocupam.

Em dezembro do ano passado, Barroso decidiu enviar para a primeira instância um inquérito instaurado contra o deputado federal Rogério Simonetti Marinho (PSDB-RN) baseado no entendimento firmado pela maioria da Corte de restringir o alcance do foro privilegiado.

No caso de Rogério Marinho, o inquérito em tramitação no STF investiga a suposta prática de crimes contra a administração pública ocorridos em 2005 e 2006, quando o tucano ocupava a presidência da Câmara dos Vereadores da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Com a decisão de Barroso, os autos do processo foram enviados à 8ª Vara Criminal da Comarca de Natal.

Últimas Notícias

Ver mais
Lula reitera a chanceler russo disposição do Brasil de colaborar para um acordo de paz na Ucrânia
Brasil

Lula reitera a chanceler russo disposição do Brasil de colaborar para um acordo de paz na Ucrânia

Há 12 horas

Mortes de Ianomâmis em 2023 superam 2022 e governo anuncia hospital exclusivo para indígenas
Brasil

Mortes de Ianomâmis em 2023 superam 2022 e governo anuncia hospital exclusivo para indígenas

Há 12 horas

Após tomar posse no STF, Dino diz que vai atuar com isenção e defende harmonia entre os Poderes
Brasil

Após tomar posse no STF, Dino diz que vai atuar com isenção e defende harmonia entre os Poderes

Há 13 horas

PF prende três homens por suspeita de ajudar os dois fugitivos do presídio federal de Mossoró
Brasil

PF prende três homens por suspeita de ajudar os dois fugitivos do presídio federal de Mossoró

Há 15 horas

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais