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STF marca depoimentos contra Cunha em ação da Lava Jato

Ao todo, onze pessoas indicadas pelo Ministério Público Federal passarão a prestar depoimentos a partir de 21 de julho


	Cunha: ao todo, onze pessoas indicadas pelo Ministério Público Federal passarão a prestar depoimentos a partir de 21 de julho
 (Ueslei Marcelino / Reuters)

Cunha: ao todo, onze pessoas indicadas pelo Ministério Público Federal passarão a prestar depoimentos a partir de 21 de julho (Ueslei Marcelino / Reuters)

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Da Redação

Publicado em 11 de julho de 2016 às 17h28.

Brasília - O Supremo Tribunal Federal (STF) escolheu as datas para ouvir as testemunhas de acusação na primeira ação penal aberta contra o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Lava Jato.

Ao todo, onze pessoas indicadas pelo Ministério Público Federal passarão a prestar depoimentos a partir de 21 de julho e terminarão em 8 de agosto.

A ação penal se refere às investigações apontando que Cunha recebeu US$ 5 milhões de contratos de compra de navios-sondas com a Petrobras.

A prefeita de Rio Bonito e ex-deputada Solange Almeida (PMDB-RJ) também responde neste processo por atuar a mando do parlamentar na Câmara e pressionar as empresas a fazer o repasse da propina prometida.

O primeiro a ser ouvido será o doleiro Alberto Youssef. A oitiva deverá ocorrer no Paraná, onde ele está preso.

Em seguida, no dia 25 de julho, a Justiça baiana deverá ouvir o deputado federal Sérgio Brito (PSD-BA). O ex-diretor de informática da Câmara, Luiz Antônio Souza da Eira, prestará depoimento no STF no dia 28.

Também serão ouvidos o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, o doleiro Fernando Antônio Falcão Soares (o Fernando Baiano), o ex-sócio dele, Sérgio Roberto Weyne Ferreira da Costa, o ex-sócio de Youssef, Leonardo Meirelles, o lobista Júlio Camargo e dois motoristas dele, Paulo Roberto Cavalheiro da Rocha e João Luiz Cavalheiro Soares.

Cunha é alvo de uma segunda ação penal no STF, referente à manutenção de contas ilegais na Suíça que teriam sido abastecidas com recursos desviados da Petrobras.

A denúncia refere-se a um esquema de corrupção que desviou recursos do fundo de investimento do FGTS e de outros três inquéritos no âmbito da Lava Jato. Há ainda pedidos para que ele seja incluído em outros dois inquéritos sobre o esquema.

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