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STF liberta dez acusados da máfia dos ingressos

Ministro Marco Aurélio estendeu a liminar que já havia sido concedida ao CEO da Match para outros nomes supostamente ligados à máfia dos ingressos


	Raymond Whelan: Whelan é suspeito por integrar esquema de venda ilegal de ingressos
 (AFP/Getty Images)

Raymond Whelan: Whelan é suspeito por integrar esquema de venda ilegal de ingressos (AFP/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 13 de agosto de 2014 às 21h42.

Brasília - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello concedeu liberdade a mais dez acusados de integrar o esquema de venda irregular de ingressos para a Copa do Mundo.

Ele estendeu nesta quarta-feira a liminar que já havia sido concedida ao CEO da Match, Raymond Whelan, para outros nomes supostamente ligados à máfia dos ingressos, entre eles Mohamadou Lamine Fofana e o brasileiro Marcelo Pavão da Costa Carvalho.

A prisão preventiva de Fofana e Pavão havia sido decretada pelo Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos no início de julho. Após a liberação de Whelan, acusado de chefiar o grupo, a defesa dos dois acusados pediu a extensão da decisão no caso.

Marco Aurélio, ao analisar o pedido, estendeu de ofício a decisão não só a Fofana e Pavão, mas também a outros oito acusados: Alexandre da Silva Borges, Antônio Henrique de Paula Jorge, Sérgio Antônio de Lima, Júlio Soares da Costa Filho, Fernanda Carrione Paulucci, Ernani Alves da Rocha Junior, Alexandre Marino Vieira e Ozeas do Nascimento.

O ministro entendeu que não houve individualização da conduta de cada um dos acusados na justificativa para a prisão preventiva.

"A referência ao fato de integrantes do grupo, dentro de delegacia, terem oferecido dinheiro e ingressos de jogos visando corromper policiais não se mostrou individualizada. Então, deixa de atender ao devido processo legal no que inviabiliza a própria defesa", escreveu o ministro.

Marco Aurélio determinou que todos permaneçam no distrito da culpa e atendam aos chamados judiciais.

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