Brasil

STF conclui julgamento que torna Eduardo Bolsonaro réu por coação

O deputado foi acusado de tentar articular punições econômicas ao Brasil e autoridades brasileiras a partir dos EUA

Eduardo Bolsonaro: julgamento, realizado no plenário virtual, foi concluído na madrugada desta quarta-feira, 26 (Agência Câmara/Agência Câmara)

Eduardo Bolsonaro: julgamento, realizado no plenário virtual, foi concluído na madrugada desta quarta-feira, 26 (Agência Câmara/Agência Câmara)

Publicado em 26 de novembro de 2025 às 10h10.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu na madrugada desta quarta-feira, 26, o julgamento que torna réu o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no processo da trama golpista.

Os ministros, no plenário virtual, decidiram por unanimidade aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Votaram os ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

A PGR argumenta que o filho de Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo tentaram interferir no andamento do processo relacionado à trama golpista que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo.

Como Figueiredo mora nos Estados Unidos, a denúncia contra ele foi separada e será julgada mais adiante, após os trâmites de intimação via carta rogatória.

Com o recebimento da denúncia, o Supremo instaura agora uma ação penal. A próxima etapa é a de instrução probatória, com apresentação de depoimentos, diligências e provas. A análise do mérito, que pode absolver ou condenar o parlamentar, ficará para uma fase posterior.

Entenda as acusações contra Eduardo Bolsonaro

O deputado foi acusado de tentar articular punições econômicas ao Brasil e a autoridades brasileiras a partir dos Estados Unidos. O objetivo seria interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de por liderar uma tentativa de golpe de Estado em 2023.

Em seu voto, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a PGR demonstrou a “justa causa necessária” para a abertura da ação penal e avaliou que a conduta de Eduardo ultrapassou o campo político.

"Há relevantes indícios de que as condutas de Eduardo Nantes Bolsonaro tinham como objetivo a criação de um ambiente institucional e social de instabilidade, com aplicação de crescentes sanções a autoridades brasileiras e prejuízos econômicos ao Brasil, como modo de coagir os Ministros do Supremo Tribunal Federal a decidir favoravelmente ao réu Jair Messias Bolsonaro", escreveu o ministro.

Moraes citou casos como a suspensão de vistos dos ministros do Supremo e familiares (o próprio Moraes foi alvo); sanções econômicas contra o Brasil e a aplicação da Lei Magnitsky como provas da articulação de Eduardo Bolsonaro com autoridades americanas.

*Com informações do Globo

Acompanhe tudo sobre:Supremo Tribunal Federal (STF)Eduardo BolsonaroEstados Unidos (EUA)Jair Bolsonaro

Mais de Brasil

Em carta, Lewandowski diz pediu demissão do governo Lula por motivos pessoais

Prefeitura de SP emite alerta para chuva forte e alagamentos nesta quinta-feira

Anvisa libera medicamento para pacientes com demência causada pelo Alzheimer

Como consultar a situação do Título de Eleitor online?