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Sistema prisional brasileiro é medieval, afirma Cardozo

Ministro da Justiça voltou a criticar duramente o sistema prisional brasileiro


	Presídio Bangu 8, no Rio de Janeiro
 (Fernando Lemos/VEJA Rio)

Presídio Bangu 8, no Rio de Janeiro (Fernando Lemos/VEJA Rio)

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Da Redação

Publicado em 30 de julho de 2014 às 19h00.

São Paulo - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, voltou a criticar duramente o sistema prisional brasileiro em palestra nesta quarta-feira, 30, em São Paulo.

Cardozo, que causou polêmica em 2012 ao afirmar que preferiria morrer a ficar preso em um presídio brasileiro, disse hoje que a política do aprisionamento não só não resolve, como aumenta o problema. "Nosso sistema prisional é medieval", afirmou Cardozo.

Cardozo disse que o atual sistema mistura presos de alta periculosidade com pessoas que não deveriam estar sequer presas, o que impossibilita a recuperação dos detentos.

Para ele, a "cultura de aprisionamento" gera superlotação e formação de organizações criminosas.

Ministro da Justiça desde o início do atual governo, Cardozo afirmou que a presidente Dilma Rousseff investe mais em segurança pública do que seus antecessores.

Segundo dados citados por ele, Fernando Henrique Cardoso gastava, em média, R$ 1,2 bilhão por ano, Lula investia R$ 2,6 bilhões, enquanto Dilma destinou R$ 3,6 bilhões.

Apesar de ter admitido mais cedo que há falta de recursos para a segurança, ele ponderou outras necessidades que existem em um governo.

"Política de segurança pública não se coloca fora da política econômica do Estado quando falamos de finanças", disse o ministro, que chegou a citar a necessidade de se fazer superávit primário.

Mais cedo, ele havia criticado os que falam em aumentar investimento em segurança pública sem explicar como serão gerados os recursos.

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