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"Robin" é o novo delator da Operação Lava Jato

Segundo a Polícia Federal, Luis Eduardo "agiu como operador financeiro em favor das empresas Alusa, Rolls Royce e SBM"


	Logo da Petrobras: relatório aponta que Luis Eduardo é suspeito de receber informações privilegiadas para que a Alusa pudesse vencer licitação em curso na Petrobras
 (Sergio Moraes/ Reuters)

Logo da Petrobras: relatório aponta que Luis Eduardo é suspeito de receber informações privilegiadas para que a Alusa pudesse vencer licitação em curso na Petrobras (Sergio Moraes/ Reuters)

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Da Redação

Publicado em 8 de janeiro de 2016 às 10h59.

São Paulo - O empresário Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva é o novo delator da Operação Lava Jato

O executivo é sócio do operador da SBM Julio Faerman - outro delator do esquema de corrupção na Petrobras - na empresa Oildrive Consultoria em Energia e Petróleo e ex-funcionário da Asea Brown Boveri (ABB).

Segundo a Polícia Federal, Luis Eduardo "agiu como operador financeiro em favor das empresas Alusa, Rolls Royce e SBM".

O relatório aponta que Luis Eduardo é suspeito de "receber informações privilegiadas para que a Alusa pudesse vencer licitação em curso na Petrobras, além de repassar propinas, segundo delação de Pedro Barusco. Ele é um dos sócios da Oildrive Consultoria, uma das representantes da multinacional holandesa SBM Offshore, suspeita de pagar propinas em troca de contratos na Petrobras", afirma a PF

Luis Eduardo, Julio Faerman e outros 10 investigados foram denunciados pelo Ministério Público Federal, em dezembro de 2015, por envolvimento no esquema de pagamento de US$ 42 milhões em propinas entre 1997 e 2012 por meio de contratos de aluguel de navios-plataforma da empresa holandesa SBM Offshore. A delação de Julio Faerman foi homologada pela Justiça em agosto do ano passado.

As investigações chegaram a Luis Eduardo por meio da delação premiada do ex-gerente executivo da Petrobras Pedro Barusco.

Segundo o delator, Julio Faerman e Luis Eduardo eram chamados de "Batman e Robin", por andarem sempre juntos.

Defesa

O criminalista Antônio Sérgio Moraes Pitombo, que defende Luís Eduardo Barbosa, não pôde se manifestar sobre a delação.

"Não posso falar nada sobre o acordo de colaboração porque ele está sob sigilo. Eu assinei o acordo, então, em hipótese alguma eu posso comentar qualquer detalhe", disse.

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