Brasil

RJ publica lei para exigir que médicos façam receitas com letras legíveis

Medida abrange todos os estabelecimentos de saúde, incluindo hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias e consultórios

Saúde no Rio: iniciativa vale para todos os estabelecimentos de saúde (anyaberkut/Thinkstock)

Saúde no Rio: iniciativa vale para todos os estabelecimentos de saúde (anyaberkut/Thinkstock)

Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

Agência de notícias

Publicado em 11 de março de 2024 às 17h13.

Neste domingo, 10, o Estado do Rio de Janeiro publicou uma nova lei que obriga estabelecimentos de saúde a exibirem um cartaz destacando a responsabilidade dos médicos em produzir receitas claras e legíveis.

A iniciativa abrange estabelecimentos de saúde em todas as suas formas, incluindo hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias e consultórios. A legibilidade das receitas é considerada obrigatória desde 1973.

O cartaz deve ressaltar ainda que os receituários precisam identificar se o medicamento é para uso externo ou interno, fornecer a identificação do profissional prescritor e informações do paciente, sempre respeitando a nomenclatura e o sistema de pesos e medidas oficiais.

Em nota, o Conselho Federal de Farmácia (CFF), afirmou que apoia qualquer medida que venha a contribuir "para que a legislação, flagrantemente desrespeitada por décadas, seja cumprida". A medida, segundo a entidade, simplifica também o trabalho dos farmacêuticos no momento da dispensação dos medicamentos, garantindo que os pacientes recebam o tratamento adequado.

"Receitas mal escritas podem acarretar no uso equivocado do medicamento ou em uma dosagem inadequada, apresentando um considerável risco para a saúde e até mesmo para a vida do paciente. Além disso, a similaridade entre os nomes de alguns medicamentos pode levar o indivíduo ao erro se não estiverem devidamente claros", alertou o CFF.

Acompanhe tudo sobre:SaúdeRio de Janeiro

Mais de Brasil

Aeroportos brasileiros superam 120 milhões de passageiros em 2025

STF torna ré mulher que hostilizou Flávio Dino em avião no Maranhão

São Paulo avança para estrear modelo inédito de licitação no Brasil

Cerca de um terço dos cursos de medicina do país tiveram desempenho ruim no Enamed